sexta-feira, 18 de novembro de 2011

...Segunda (14/11)  foi dia de muita chuva. O dia amanheceu num temporal que varou noite. A cidade não alaga, mas rolou um desânimo e preguiça de enfrentar perrengue (leia-se segundo dia de festival) nessas condições. Não deu outra: já chegamos com alguma lama, tendo que vestir as sacolas de assar frango (ziplock, como uma amiga sugeriu) para não encharcarmos na chuva.
No palco menor o show do Ash abriu lindamente os trabalhos. Muita simpatia do vocalista Tim Wheeler, se desculpando por não falar português e falando dos dois sonhos realizados naquele dia: tocar no mesmo evento que o Megadeth e estar no Brasil. Em conjunto, um show cheio de hits, começando por Girl From Mars. Lindo, lindo, o que me fez perder o Black Rebel Motorcicle Club (Luis foi na frente, eu e as amigas chegamos nos últimos acordes da banda.
A noite seguiu com Sonic Youth (arrastado como sempre), Primus, 311, Megadeth... Tudo que não curto. No meio do show do Sonic Youth, sentadas na sarjeta, debaixo de chuva, eis que avisto o simpático vocalista. Alertei, e a amiga foi lá puxar papo. Resultado: fotos!
Seguimos para arquibancada e lá ficamos durante Stone Temple Pilots, Alice in Chains e o comecinho do tão esperado Faith No More, último suspiro para pessoas acabadas, exaustas, cheios de dores. A sorte foi ter saído antes do grande final, porque a volta pra "casa'" foi tranquila, no que tange fila, tempo de espera e lugar no ônibus. Perrengue foi antes disso, a decida pós asfalto dos palcos principais, um lamaçal sem fim, tudo muito escorregadio, um pesadelo. Paramos pra comer e gastar os últimos tickets e infelizmente foi vital parar no banheiro, praticamente inacessível no mar de lama. Como não pude escolher um dos de trás, entrei no primeiro que vi e me deparei com lama e cocô por todos os lados. Lastimável. Pelo menos já sabíamos o caminho dos ônibus, porque ninguém lá sabe informar nada. Sério. Desde line up, passando por pontos de bus ou informações de bar, ninguém que estava alia a trabalho sabia dizer nada. Atrapalhados, teve um momento de chuva forte em que dezenas de seguranças se encontravam abrigados na tenda de caixas eletrônicos, enquanto público circulava na chuva ou com as famigeradas capas. Os seguranças encontravam abrigo também na tenda vegan, ao invés de circularem pelo festival, como deve ser.
Aliás, falando em line up, só se tinha acesso a ele com horários na entrada, que ficava beeeeeem longe dos palcos. Lá dentro, nada de saber quando e quem vai tocar aonde. Encontramos um impresso numa lojinha e tiramos fotos.
E as lixeiras? Muito pequenas, do tamanho de uma caseira. Gente, festival tem que ter container de lixo, e uns 4 concentrados em cada ponto. Pelamor! Lixeira leve, voando com vento não dá, vergonha alheia total.
Daí teve o mico da Courtney Love, que eu não consigo achar cool. E teve a ausência do show do Modest Mouse, que foi até o SWU mas não se apresentou porque o equipamento não chegou. Hein, cumassim? Não tem plano bem, não tem equipamento emergência no festival? Fora que eles sabiam desde cedo que não haveria show e só avisaram em cima da hora, vacilo enorme. E ainda mandaram um "vamos marcar um show da banda pra vcs". ã hã, senta lá, Claudia. Vão pagar minha passagem e hospedagem em Paulina? Cara de pau prometer tal embromation. Decepção.
Daí no feriadão do dia 15 rolou muita preguiça, rolou um shoppingzinho básico e viagem de volta pro Rio.
E uma quarta-feira corrida pra viajar logo cedo na quinta pra Salvador.
Aguardem cenas dos próximos capitulos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pé na estrada que a vida tá muito parada. Fomos para Campinas, apenas um ponto de partida para a maratona que viria, chamada SWU. Ainda não registravamos nossas impressões em letras internetais quando nos jogamos para Itu, afim de acompanhar o festival que trouxe Rage, Kings of Leon, Pixies e Queens of Stone Age, para citar uns poucos. Mas foi uma viagem até que tranquila. O complicado foi explicar pro corpo, meio moído por conta de quase uma semana de febre e gripe das fortes, que lá estava eu, indo em direção a mais perrengue disfarçado de shows de festival. Pelo menos, diferente de Itu, dessa vez só iríamos nos dois últimos dias de shows, o que nos deu pelo menos um dia tranquilo em Campinas. O suficiente para batermos uma perna pela cidade. Perna mesmo, porque estávamos a pé, e o máximo que fizemos foi dar uma checada em um bar chamado City Bar (estilo botequinho) e provar os famosos bolinhos de bacalhau, auto-intitulados os melhores do mundo. Ok, são bons. Mas para melhores do mundo ainda falta um bocado. Saindo do barzinho, é só atravessar a rua e estamos em uma praça, Carlos Gomes, onde acontece uma feirinha aos sábados e domingos. Várias barraquinhas com artesanato, roupas, cintos e tranqueiras... Demos uma volta e a Ju anotou mentalmente o que queria levar para, depois, irmos lá buscar. O resto do sábado transcorreu em compras e encontro de amigos de nossa anfitriã, primeiro em sua casa, depois na casa de seu namorado (era só atravessar a rua). Entre cervejas e pizzas, acompanhamos o pouco do SWU que passou na Globo. Corta para casa, cama e domingo pela manhã, estamos de pé. É hora de correr na feirinha pegar o que anotamos mentalmente e nos prepararmos para a viagem. Paulínia não é muito longe de Campinas. Nada longe, na verdade. Pegamos um ônibus até a rodoviária e de lá outro até o SWU. Tempo meio fechado, diferente do mormaço de sábado. Com direito a alguma chuva, chegamos no festival. Se o espaço parecia grande em Itu, em Paulinia era imenso. Bem maior e espaçado. Se por um lado, não houve apertos, por outro era preciso andar quilometros de um lugar para o outro. O que só trouxe uma certeza, seguir à risca o que foi planejado ver em matérias de shows. Começo debaixo d´água com Is Tropical e !!! (chk chk chk). A primeira banda tocou para poucas pessoas e de animados apenas eu e mais um cara atrás de mim. Ótimo porque com plateia vazia, pude ficar bem próximo ao palco. E assegurar o local para um dos melhores shows do evento, o chk chk chk. Camadas profissionais de som, reverberando por todos os lados, banda afiada, vocalista performático, com direito a passeios pelo meio do povo, vindo até o meu lado, praticamente. Momento "mamãe, apareci no Multishow". Depois foi uma espera até o Duran Duran e volta para casa, antes mesmo do Lynyrd Skynyrd. Tudo bem, estava cansado e segunda teria MUITO o que ver. Era preciso recarregar as energias. *** continua...

sábado, 12 de novembro de 2011

a arte de fazer uma mala ou vou passar calor

coisa mais difícil do mundo é acertar uma mala. ainda mais vindo pra são paulo, que varia bruscamente a temperatura :/

Campinas

11/11/11 = ferias!!!

semana muito agitada e intensa (muito trabalho, muita correria, pouco sono e pouco comida) mas a sexta chegou! corri pra casa, fechei a mala, banho gelado e galeão aí vamos nós.
a ida até que foi rápida, mas aquilo lá parecia a rodoviária em véspera de feriadão. e claro que atrasou. da fila pra check in até a espera dentro do avião, algo tipo hora, hora e meia.
pelo menos o vôo foi tranquilo, chegamos em viracopos onze da noite, something like that. pelo horário, sem chances de arriscar algo que não fosse um taxi. daqueles especiais de aeroporto mesmo. caro. algo tipo o dobro da corrida tijuca-galeão com trânsito intenso de sexta véspera de feriado mas num percurso bem menos e bem mais rápido.
hotel bonitinho, opala barão. bem no centro, quarto grande, cama king size, banheiro claro. chuveiro elétrico sem pressão e que dá choque. tomei dois ontem a noite, o que me deixou com trauma pra todo o sempre nesse hotel. sabe aquelas viagens pra região dos lagos quando você é adolescente, mil pessoas em uma casa, calor, dormir pouco e mal, faltar água e choques no chuveiro? então, daí peguei a manha de fechar o chuveiro com as havaianas. hehe.
daí andamos um pouquinho pelas redondezas e descobri que não é lá muito amistosa depois das doze badaladas. visitamos uma amiga e voltamos pra desmaiar na cama.
apesar do quarto delicinha, dormi mal. mas não consegui pegar o café. luis foi lá e trouxe marmitinha pra mim. um pão de queijo, suco de laranja e sanduiche (sobrou metade). agora vamo lá turistar em campinas. er, o que tem pra fazer em campinas?