...Segunda (14/11) foi dia de muita chuva. O dia amanheceu num temporal que varou noite. A cidade não alaga, mas rolou um desânimo e preguiça de enfrentar perrengue (leia-se segundo dia de festival) nessas condições. Não deu outra: já chegamos com alguma lama, tendo que vestir as sacolas de assar frango (ziplock, como uma amiga sugeriu) para não encharcarmos na chuva.
No palco menor o show do Ash abriu lindamente os trabalhos. Muita simpatia do vocalista Tim Wheeler, se desculpando por não falar português e falando dos dois sonhos realizados naquele dia: tocar no mesmo evento que o Megadeth e estar no Brasil. Em conjunto, um show cheio de hits, começando por Girl From Mars. Lindo, lindo, o que me fez perder o Black Rebel Motorcicle Club (Luis foi na frente, eu e as amigas chegamos nos últimos acordes da banda.
A noite seguiu com Sonic Youth (arrastado como sempre), Primus, 311, Megadeth... Tudo que não curto. No meio do show do Sonic Youth, sentadas na sarjeta, debaixo de chuva, eis que avisto o simpático vocalista. Alertei, e a amiga foi lá puxar papo. Resultado: fotos!
Seguimos para arquibancada e lá ficamos durante Stone Temple Pilots, Alice in Chains e o comecinho do tão esperado Faith No More, último suspiro para pessoas acabadas, exaustas, cheios de dores. A sorte foi ter saído antes do grande final, porque a volta pra "casa'" foi tranquila, no que tange fila, tempo de espera e lugar no ônibus. Perrengue foi antes disso, a decida pós asfalto dos palcos principais, um lamaçal sem fim, tudo muito escorregadio, um pesadelo. Paramos pra comer e gastar os últimos tickets e infelizmente foi vital parar no banheiro, praticamente inacessível no mar de lama. Como não pude escolher um dos de trás, entrei no primeiro que vi e me deparei com lama e cocô por todos os lados. Lastimável. Pelo menos já sabíamos o caminho dos ônibus, porque ninguém lá sabe informar nada. Sério. Desde line up, passando por pontos de bus ou informações de bar, ninguém que estava alia a trabalho sabia dizer nada. Atrapalhados, teve um momento de chuva forte em que dezenas de seguranças se encontravam abrigados na tenda de caixas eletrônicos, enquanto público circulava na chuva ou com as famigeradas capas. Os seguranças encontravam abrigo também na tenda vegan, ao invés de circularem pelo festival, como deve ser.
Aliás, falando em line up, só se tinha acesso a ele com horários na entrada, que ficava beeeeeem longe dos palcos. Lá dentro, nada de saber quando e quem vai tocar aonde. Encontramos um impresso numa lojinha e tiramos fotos.
E as lixeiras? Muito pequenas, do tamanho de uma caseira. Gente, festival tem que ter container de lixo, e uns 4 concentrados em cada ponto. Pelamor! Lixeira leve, voando com vento não dá, vergonha alheia total.
Daí teve o mico da Courtney Love, que eu não consigo achar cool. E teve a ausência do show do Modest Mouse, que foi até o SWU mas não se apresentou porque o equipamento não chegou. Hein, cumassim? Não tem plano bem, não tem equipamento emergência no festival? Fora que eles sabiam desde cedo que não haveria show e só avisaram em cima da hora, vacilo enorme. E ainda mandaram um "vamos marcar um show da banda pra vcs". ã hã, senta lá, Claudia. Vão pagar minha passagem e hospedagem em Paulina? Cara de pau prometer tal embromation. Decepção.
Daí no feriadão do dia 15 rolou muita preguiça, rolou um shoppingzinho básico e viagem de volta pro Rio.
E uma quarta-feira corrida pra viajar logo cedo na quinta pra Salvador.
Aguardem cenas dos próximos capitulos.
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