quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Montevideo / Poa / Rio de Janeiro

Botei o despertador pra sete e meia, com o intuito de adiar umas duas vezes no snooze e enfim levantar pra batermos pernas no último dia. Não conseguimos acordar nem dez vezes de snooze depois, tamanho cansaço, sono, saco cheio desse sol e calor (como se não fossemos cariocas, hehe).
Andamos só na 18 de Julio, na tal loja de cds que tinha uns lps raros que o Luis queria. Dei uma olhada pra ver se achava uma bota, mas tava tudo o mesmo preço daqui, e Brasil ainda tem a vantagem de parcelar.
Tentamos almoçar no El Chivito de Oro, que tem umas milanesas e chivitos enormes e apetitosos, mas estava fechada na hora do almoço! Coisas de Montevideo. Procuramos um La Pasiva e pedimos uma milanesa a moda da casa, que veio com saladas e papas fritas. Tudo delicioso. Pra beber, Pomelo, como sempre.
O hotel insistiu que pedíssemos o taxi deles, e só quando entramos sacamos que era preço fico, acordado com o hotel. Isso me irrita, acho uma grande sacanagem, mas enfim, aceitamos e do hotel até a Praça da Independência com malas fica mais longe e cansativo, e a nossa rua era só de pedestres. Fora que os taxistas em Montevideo não são muito checados a pegar passageiros, sempre reclamam, não podem, então provavelmente não seria fácil um que quisesse ir até o aeroporto de Carrasco, fora da cidade. terminou que o tal taxi, em moeda brasileira, não ficou quase nada mais caro pelas contas que fizemos da distância, e terminou valendo o custo x benefício.
Check in, as duas malas dentro do peso, Free Shop, ufa, embarcamos. Desce em Poa, imigração, pega mala, Free Shop, despacha mala, ufa, embarcamos. Alguma turbulência depois, enfim, Rio de Janeiro. Pega mala, taxi, casa.
Até a próxima viagem, gente! Postarei mais fotos assim que descarregar a máquina :)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

+ Jardim Japa

O restaurante do Jardim Japa

Palermo Soho

Plaza Serrano, Palermo Soho

Antes da Parellada

... e depois...
vagão da linha A - a mais antiga - de madeira, escuro, e com esse estofado de bordel

ih, acento especial....

ácaros e bactérias centenários...

Buenos Aires / Colônia / Montevideo (by Buquebus)

Depois de tantos dias de maratona, o pique cai um pouco. Ainda acordamos no horário do café, mas chegamos no encerramento e comemos quase nada, um desânimo de cansaço. Hoje andamos pela calle Florida e chegamos na calle Lavalle, e putz, arrependimento! Lá é MUITO melhor e mais barato para comprinhas em geral. Esqueça tudo que vc lê sobre a Florida e compras e blá blá blá. Lá de fato tem muitas lojas, mas na Lavalle é tudo mais barato e tem a mesma variedade. Ontem a noite saímos as onze pra buscar um lugar aberto pra comer algo rápido, e foi lá que encontramos. Ok que optamos por um Burguer King rápido (o Mc tava com cartão fora do ar), mas tinhamos outras tantas opções.
Aliás, cartão é uma coisa atípica em Buenos Aires. É comum lojas e restaurantes e bares não aceitarem cartão. E nem por isso são mais baratos.
Almoçamos num dos tantos restaurantes que tem pela cidade com preço fixo de entrada, prato principal, bebida e sobremesa. Não é nenhum luxo, mas alguns são bem razoáveis, e sai algo em torno de 35, 40 pesos (14, 16 reais).
Corremos pro hotel, pegamos as malas e fomos pro Buquebus. O buque veio vazio, e como o tempo estava bom, nem sacudiu, uma beleza pra passar a hora no freeshop "amostra grátis" de lá.

Comemos algo rápido - e barato - no shopping de Três Cruces, a rodoviária de Montevideo, e viemos pro hotel Palacio, o primeiro que tentei reservar mas não tinha vaga (Ju, estamos aqui agora! antes de saber que vc tinha ficado nele, tentei fazer reserva, e conseguimos pra hoje). Tá tendo filmagem de comercial aqui na porta, então a rua de paralelepípedos está tomada pela equipe de produção e vários caminhões e carros. Me sinto na casa da vó, porque a tiazinha da recepção veio atrás da gente pra deixar a chave (caso a perdêssemos na rua quando fomos até a esquina comprar uma garrafa de media y media, o vinho + espumante popular daqui), e subimos separados pra eles não verem, já que dissemos que íamos comprar água, hehe. mas também fomos ;)
agora é hora de naninha, porque amanhã cedo tem bate-perna aqui na 18 de julio (centro - lojas e lojas e lojas) e tcharam! aeroporto de carrasco + aeroporto salgado filho + galeão + lar doce lar :)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Havannet de chocolate branco (muito melhor que Alfajor)

o "nosso" bar, Indie, em San Telmo

o "nosso" bar, Indie, em San Telmo

O melhor Mojito ever, e a cerveja dele

A gente na nossa segunda noite seguida no Bar Indie

Puerto Madero Este, meu lugar favorito

Finalmente experimentamos o famoso Freddo!

O cão enlouquecendo os gansos no Bosque de Palermo

Adorei isso! Quero um :)

O Planetário, em Palermo

Nóis no parque

Jardim Japonês

 Picolé de Fanta, meu refri favorito. O picolé é horroroso!

Jardim Japonês

Loja da Barbie em Palermo

San Telmo e Recoleta

Hoje foi dia da feirinha que tem todo domingo na Plaza Dorrego, em San Telmo. Bem melhor do que eu esperava! Muitas coisinhas criativas, bijoux diferentes, caixinhas, coisas pra casa, quadrinhos... Foi a feirinha de artesanatos que eu mais gostei! Tem a parte de quinquilharias e velharias também, além de artesanatos toscos, daqueles tipo durepox / hippie, mas no geral, a feira é bem legal. O sol continua firme e forte (um taxista nos disse que há umas semanas chegou a fazer 43 graus!), então dá uma canseira maior, mas andamos de ponta a ponta. De lá, pegamos o subte (metrô) na Plaza Mayor e fomos para a Recoleta. Pegamos a linha A, a mais antiga, só para ver como são os vagões antigos, de madeira. Descemos na estação Puyerredón da linha D, e andamos uns dez quarteirões (como sempre) até a praça do Buenos Aires Design, um shopping só com lojas de decoração (adoro!). Ao redor do shopping tem mil barraquinhas de - adivinha - artesanatos e frutas e empanadas. Pegamos uma saladinha de frutas pra dividir, andamos mais um pouco mas a fome começou a apertar e paramos num Irish Pub que tem varandinha pra rua. Esclhemos o lado de dentro porque fora estava cheio e não queríamos correr o risco de ser ignorados, o que infelizmente aconteceu do lado de dentro, que estava um tanto quanto vazio. A atendente, blasé, só levou os pães do covert / cubierto (aquele que você paga anyway) quando questionamos. Pedi um citrus (aqui águas com sabores são super comuns, e não se vê latinhas, só garrafinhas de 500ml, mas que tem em todo lugar) e eles nunca trazem gelo, como em São Paulo, você tem que pedir. E precisamos pedir 3x, e ela só lembrava quando passava pela mesa. Daí, segunda parte da novela. A entrada, cogumelos com molho de queijo (muito gostoso) só veio depois de perguntarmos. O prato principal foi a terceira parte da novela. Todas as pessoas que estavam nas mesmas à nossa volta, que chegaram depois, comeram antes da gente. Depois de uma hora de espera virei Saraiva, porque era um atrás do outro comendo e a gente só com pãozinho. Questionada, a dona blasé disse que não tinha mão para trazer os pratos da mesa ao lado e nossos, e optou por eles, que chegaram depois. O lance é, a comida de quem chegou meia hora depois sai junto com a nossa? Vimos uma família de brasileiros atrás de nós irados com a demora geral no atendimento. Para os preços que eles oferecem, o atendimento é deveras deficiente.
Voltamos para San Telmo, e andamos até o hotel. Tiramos fotos na Casa Rosada, passeamos um pouco na calle Florida, entramos na livraria Ateneo (= + cds, hehe), e viemos arrumar malas e capotar. Afinal, amanhã é dia de Buquebus, buque (barco) + bus em Colonia até Montevideo. A primeira parte do retorno. Inté, pe-pe-ssoal.
Uma coisa que posso dizer de BsAs é que não é uma cidade para uma só viagem. E, de cara, posso dizer que conto os dias para ir embora assim como conto os dias para voltar.

Grande como uma São Paulo, me senti meio perdido entre tantas avenidas gigantes, com seis ou mais pistas. Me perdi andando pra caramba para ver depois no mapa que havia caminhado apenas alguns poucos quarteirões até meu destino. Me perdi e me encontrei no metrô mais antigo da América Latina, onde pude passear pouco. E sinto-me cada vez menos conhecedor de uma cidade que se dá o prazer de ser desconhecível na maior parte do tempo. Grande e única, BsAs merece uma vida nela, tantas são as descobertas esquina após esquina.
Quem sabe um dia, não posso me perder por aqui por tempo o suficiente para, enfim, poder me encontrar.
Até lá, ando e ando, sem, no entanto, a cidade me cansar.
Fotos do dia (que ainda não acabou!)


Até em loja da Barbie já entrei. hehehehe


tendo aulas de como "caminar" sem me quedar muerto, com lo chico gringo.


Casa Rosada, à la loja da Barbie, da Kirchner, e bandeira a meio pau, meia bomba, meio frapê.


pode não parecer, mas esse é um prato de comida...


Loja de disco. Ah que saudade da época em que tinha isso no Brazil...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Palermo

Hoje o café do hotel rolou até mais tarde, uhu! Dormimos um tiquito mais. Daí as andanças começaram mais tarde também. Pegamos o bus de turistas e fomos até Palermo. Começamos o passeio pelo parque 3 de febrero, onde tem os bosques de Palermo. Lindo o parque, parece meio quinta da boa vista, tem o laguinho com os cisnes, pessoas andando de patins... De lá caminhamos até o Jardim Japonês, que é pago (8 pesos per capita) é é lindo também, super bem cuidado, e tinha um festival de comida japa, mas tavam bem salgados os preços. Atravessamos então o parque, para pegar a avenida Libertador (as avenidas daqui são enormes, super extensas), e caminhamos até uma transversal, onde tem a loja da Barbie, minha paixão de infância. A loja é enorme, com várias bonecas em vários estilos, e muitas vestes glamourosas. Tem também mil acessórios para as bonecas e para as garotinhas donas delas, além de roupas infantis, salão de cabeleireiro e uma lanchonete com cup cakes apetitosos, tudo cor de rosa. Um luxo.
Pegamos um taxi e fomos até Palermo Soho, na plaza Serrano, onde tem os mil e um ateliês e lojinhas de designers e estilistas novatos da capital argentina. Muita coisa linda, roupas, acessórios como coisas para cabelo, bolsas, sapatos, bijouterias... além das lojas, tem mil barraquinhas, e ao redor da praça dezenas de bares e restaurantes.
Andamos pela Honduras e paramos na charmosa papelaria Palermo, na loja de discos Miles, que tem uma livraria colada, a Ateneo. Luis achou dezenas de cds que não chegam até o Brasil (vários cds aqui tem um selo "venda permitida em toda a américa do sul exceto Brasil", um troço meio revoltante, até por não sabermos o motivo. então aqui se acha muito cd que nem sonha chegar no Brasil - sim, ele curte ter os cdzinhos físicos). O bairro ainda tem dezenas de galerias com barraquinhas de variedades mil. Achei bolsas de couro super bonitas e bem feitas por volta de 100 reais.
Seguimos então pra Palermo Hollywood, e veio o mesmo problema: a cozinha fecha a tarde, e as seis da tarde ainda não reabriram. Como não comíamos nada desde a manhã, estávamos famintos e cansados, e nada aberto, nem para um lanche. Até que encontramos o Parrilla Don Perez, e uma promoção irresistível: parrilla com 15 cortes (o que inclui intestino, rim, costela de boi e porco, morcilla (o nosso choriço de sangue, que é horroroso, mas aqui, incrível, é uma delícia. esqueça do que é feito, esqueça o que você conhece e prove! eu provei e não me arrependo...), bife de chorizo... além de papas fritas cordobesas (com ovo mexido por cima!) e salada mixta, além da sobremesa a escolher. Tudo isso por meros quarenta reais. Uma loucura. É carne demais, mas o bom é que é só proteína, sem mil carboidratos pra te empanturrar.
Saímos de lá quicando até o metrô. Iamos pegar um taxi, mas aqui temos andado muito para digerir, e é realmente bom pra digestào quando se está empanturrado. Daí no caminho tinha o metrô, o taxi sairia uma fortuna... E a impressão é de um lugar mal cuidado, sujo, feio e velho, mas são várias linhas, nomeadas por letras (de A a E), que cortam a cidade por todos os lados.
Engraçado que tô cansada, mas acostumei a andar muito, dormir relativamente normal e não morro mais de sono e cansaço. Tanto que acho que hoje vai rolar uma noitada de leve de novo, já que amanhã a noite muitos bares não abrem...

Indie bar em San Telmo

Descobrimos ele no passeio diurno de bus. Depois, consultamos na internet opiniões e referências, para descobrir se de fato tocava "indie music". Achamos o bar em vários sites, mas sempre só comentavam a boa música e bons tragos. Nada mais, tudo bem genérico. Então, depois de um leve descanso no hotel, rumamos para San Telmo. E o indie bar nos surpreendeu pelo excelente atendimento, pela excelente música (nada de indie cliché) e pela beleza do lugar. Tudo novinho, luz aconchegante, som que dá vontade de dançar, e os dois meninos do atendimento vinham falar de música, passavam as dicas do que estava tocando (e nós também demos algumas dicas ;), além de terem adorado a gente, porque só tomávamos cervejas diferentes e drinks idem. Experimentei vários, e o Mojito de lá foi o melhor da minha vida! Mojito com manjericão. Tomei um também com Absolut Vanilla, além de uma prova que nos deram de uma mistura de sakê, vodka, manjericão, gengibre e suco de limão, tudo batido com gelo. Sensacional, algo par o top five de melhores drinks. Sério. Experimentamos também o famoso Fernet, bebida amarga até dizer chega, que se toma com Coca-Cola. O atendente mais simpático e carismático nos deu uma prova do que ele estava tomando (!!!), e disse que a primeira vista desce esquisito, mas que depois vai ganhando o seu lugar no paladar. Pedimos também uma provita do Cyrat, uma bebida mixta de doce com amargo. O Luis pediu um drink om ele, com Martini Bianco. Algo diferente, não me agrada muito, mas vale experimentar pela experiência. Pedimos também umas picadas, uma tábua de frios e pães. E eles nos abasteciam com pipocas toda hora.
Voltamos "cedo"pelos motivos do post anterior (cansaço do dia + ter que acordar cedo no dia seguinte), mas facilmente ficaríamos bem mais, e voltaremos :) Recomendo muito.
Complementando a sexta-feira, fomos até o Indie Bar, em San Telmo. Barzinho arrumado, bem decorado, com atendentes (os donos?) super descolados e extremamente simpáticos. Os drinks estavam muito bem feitos, MESMO, e a música, bom, a música era indie, óbvio. Segundo eles, o bar anda meio vazio porque a época é de férias, então a cidade está vazia, bem vazia, todos na praia (Búzios? Floripa?).

Fica a dica de um barzinho/pub muito bonito e com bons preços para os drinks/cervas e picadas. E de 18 as 21 tem happy hour, mas como a noite aqui começa tarde, vale a pena passar na volta de um passeio, e voltar mais tarde.

Isso explicado, preciso colocar aqui meu ponto de vista. Se você vem para BsAs passear e conhecer a cidade, não espere encontrar uma vida noturna bombante. Você estará morto de sono beeeem antes da nightlife começar. É que começa tarde pacas, tipo, começa a ficar interessante lá por uma da manhã. Mas você precisa acordar cedo, tomar o café do hotel, andar, andar, andar... Não há corpo que consiga acompanhar. Então, se vier para badalar, badale, mas não fique com a cabeça pensando no dia seguinte. Você vai precisar dormir até bem tarde (a não ser, claro, que fique virado. Mas aí, fica a gosto do freguês)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Buenos Aires - quinta e sexta

Cansaço. Depois de uma semana turistando, o cansaço veio com força. Tirar férias pra turistar nem de longe é descanso. Muito pelo contrário. Até por isso, deixei uns dias pós viagem pra descansar, e a cada dia vejo o quão será necessário.
Então, ontem acordamos cedo para o desayuno no hotel. Gente, o hotel de Colônia tinha um café bom, mas o daqui de Buenos é maravilhoso! Mil quilos ganhos só de olhar. Medias lunas (croissants tradicionais daqui) fresquinhos e macios, muitos tipos de pães (amo pão!), frutas, iogurtes, sucos, leite, chocolate e café, bolos, frios, cream cheese, dulce de leche, manteiga... É tudo tão bom que é difícil resistir. Ai ai, café da manhã de hotel é sonho. Ainda bem, porque se fosse realidade seríamos todos obesos, rs.
Andamos pela calle Florida, que por acaso é umas três quadras daqui do hotel. Essa rua tem mil lojas e galerias. Tudo bom de olhar, mas os preços aqui estão se equiparando muito aos do Brasil, então termina não valendo muito a pena comprar. Vi uma bota que gostei bastante e, apesar de cara, ainda sai em conta. Bota de couro, cano longo, modelo simples, coisa de 500 pesos, uns 210 reais.
De lá voltamos ao hotel pra pegar o passaporte, porque só rola cambiar moeda com ele. Passamos na Geleria Atlântico, na Florida esquina com Cordoba, que tem lojas de marcas famosas e é linda, legal mesmo que só pra olhar. Fui na Morph, uma loja lindinha de bugingangas pra casa e comprei umas coisinhas. Daí pegamos um taxi pra Av. Córdoba, que também é aqui perto, mas os Outlets ficam na altura do número 4000, ou seja, muito chão. Com o sol forte que tem feito, no way andar até essa altura. Aliás, tem feito entre 25 e 30 graus, sol forte, mas engraçado que não é o suadouro do Rio. Enfim... Voltando pros Outlets, fomos no da Vans, mas nada ficou bom. Depois fomos no da Adidas, muita coisa interessante, mas não ficaram boas, e a linha Stella McCartney, que me interessa, tava bem sem opções (infelizmente). Luis viu 1001 tênis, e um ficou legal. Na loja da Adidas conheci uns brasilienses que me mostraram onde era o Outlet da Puma. Sorte, porque eu não peguei o endereço na internet e ele não fica na principal. Fiz uma festinha lá! Assim que cheguei, dei de cara com uma bolsa linda, que eu e Luis gamamos, modelo assinado pelo artista Keith Haring. Vi mais umas coisinhas legais, mas eram poucas.
Passamos no Burguer King e viemos embora, porque o Luis marcou com uma amiga. Fomos com ela no Living, um bar que diz tocar uns indies e rocks, e abre mais cedo pra jantar. Com o fuso errado no relógio do computador, chegamos lá cedo. Mas nenhum de nós tinha fome pro menu pronto de lá, que tem entrada + prato principal + sobremesa + 1 bebida. Pedimos então umas pizzas pequenas e drinks / cervejas. Tomei um drink da casa, de morango, delicinha. E aqui é bem mais em conta, menos de dez reais.
A música rolava no telão, com clips, bem legal. Dada uma certa hora, baixou o dance, mas depois o vj acertou de novo na mão, mas daí o cansaço bateu e viemos embora.
Apaguei facinho facinho.
Na sexta, dia 11 (hoje!), depois do excelente café, andamos até o começo da calle Florida pra pegar o Buenos Aires Bus, o ônibus turístico que passa por 12 pontos da cidade. Você pode descer aonde quiser, e tomar outro ônibus daquele. E pode comprar o passe de 24 ou 48hs. Adorei. Fizemos o passeio completo, com fone explicando os lugares (na metade do caminho enjoei e tirei o fone, que esquenta e aperta). O foda foi que o ônibus é double decker e começamos o trajeto de baixo, ou seja, não dava pra ver nada direito. Mas tinha um poderoso ar condicionado. Daí subimos, e o nosso bus não tinha o toldinho amarelo dos outros... Chegou uma hora que estávamos torrando demás no sol, a ponto de ter que abrir o guarda chuva até o final do trajeto (e segurando firme por causa da ventania). Resultado: viramos dois camarões, fora a leseira que o sol traz.
Paramos pra almoçar no Centro, perto do Obelisco, no Bar do Julio, algum lugar clássico cheio de fotos de figurões de outrora. Pedimos uma milanesa napolitana (com queijo, presunto, tomate e orégano) e purê de papas, além de uma salada de tomate, alface e cenoura. Eu tomei um citrus, ele um litrão de cerveja (depois reclama...). Não curti muito o bife não (o da mamãe é muito melhor), mas o Luis achou bom.
Andamos então pro ponto do bus e fomos pra La Boca, conhecer o Caminito. Muitas fotos, passeio rápido, lugar bem turístico, cheio, tudo caro, funcionários de bares e restaurantes te pescando na rua, bugingangas bem caras... Bom só pra olhar e fotografar.
De lá descemos na parada de Puerto Madero e andamos até o hotel para desmaiar.
Ia rolar um jantar hoje, mas foi desmarcado. Então, ou vamos para um pub em San Telmo que descobrimos no passeio, ou ficamos por aqui mesmo...
ok. admito, estou bem preguiçoso, mas com a Ju escrevendo o tempo todo e relatando bem as cousas de outrora, nem me pego pensando o quanto seria legal escrever.
Mas enfim, sei que devo, e vou pagar.

começando por Montevideo. Claramente tenho uma simpatia especial pelo país Uruguay, por conta das Loucuras do Abreu. Mas mesmo sem isso, não poderia falar uma coisa que seja mal dos uruguayos, povo alegre e hospitaleiro. Chegamos no último dia do carnaval deles, chamado LLamadas. Vimos um pouco pela TV, exatamente como você pode acompanhar por aqui:


Como no carnaval, também tem as agremiações, cada uma com suas cores e sua bandeira.

Bom, caminhamos bastante por lá, sábado fomos passear pelo centro, que fechou logo depois, às 14 horas. Mas ainda deu para bater um mini-rango no El chivito de oro. mini mesmo pois foram dois cachorros-quentes (panchos), um pra cada um. Mas foi o suficiente para presenciar a monstruosidade das milanesas e dos chivitos al plato, coisa de doido mesmo.


na foto nem parece tão grande


Olha a minha cara de "poxa, escolhi errado."

Andamos mais pela cidade, passamos por pracinhas bonitas, por prédios antigos, prédios mais antigos e pelo mercado de artesanato. O mais legal é que nessa andada, conhecemos uma boa parte de MVD. Resolvemos almoçar a famosa parrillada no mercado del puerto, mas ele só funcionava até as 18 horas e estavamos querendo andar um pouco pelas cercanias do mercado, ver as tiendas(lojas), perceber o clima do local.
Quando voltamos o mercado estava fechado para almoço (hehehehe, ou quase isso). Mas comemos em um dos restaurantes que ficam voltados para fora do mercado e que não fecham às 18. Milanesas e ensaladas, dupla imbatível, seja no paraguay, na argentina ou no uruguay.



Parrillada do mercado del puerto. Ah, ainda como aqui!!!

***

Preciso abrir um à parte aqui para explicar como funciona a parrillada. Você senta na mesa, abre o cardápio e pede uma parrillada. Ok, isso não funciona assim. Não é um rodízio, como no Brasil. É à la carte. Você pede um linguiça, uma pedaço de carneiro, uma costela, e cada pedaço tem seu preço. (linguiça $60/80, carneiro $150/180, costela $120/150)

Então amigo, nada de achar que vai se entupir de carne por um preço fixo. Em MVD você se entope de carne sim, mas pagando (pouco) por pedaço. E a cerva, bem, é de um litro por $120 ou 150.

***

Bom, como nem precisa falar, chegamos no quarto, tomamos nossos drinks gelados (a geladeira do quarto bombava) e apagamos cedinho, cedinho.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Colonia Del Sacramento / Buenos Aires

Tem dias que acordar cedo é algo um tanto quanto difícil... Digamos que comigo é quase sempre. Sou um "snooze" no despertador e quase desisto do que quer que seja. Mas ok, ok, é preciso levantar, afinal, há coisas bookadas e pagas, e seria um transtorno perde-las (seja durante a viagem, seja na rotina de dia-a-dia de trabalho, hehe). E eis que acordamos umas oito e meia, nove horas, pra arrumar tudo e tomar o café da manhã da pousada, e rolava uma curiosidade em torno de como seria. O desayuno do Splendido de Montevideo não tinha nada de esplendido: dois pães de forma (com torradeira disponível), um pedaço de bolo, sucrilhos, leite e café. Thats it. E o café do El Viajero Pousada (tem o hostel também, na rua do lado) é muy bueno! Pães variados, queijos (os famosos, de Colonia), juco de naranja espremido (nào sei pq eles falam que é esprimido, como seria um suco com a laranja inteira?), leite, chá, café, chocolate, iogurtes variados, sucrilhos, geleias e dulce de leche de Colonia. Tudo delicinha.
Daí teve o tal de levar malas-e-mochilas até lááá no final da rua (to dramatizando, era perto, vai) pra pegar o buque, o barquinho (na verdade é uma barca bem bacanona) pra Buenos Aires. E começou a chover. E parou de chover. E voltou a chover forte. E meu cabelo ficou uó do borogodó, pq além da chova tinha vento, e vento deixa o cabelo oleoso, grudado, todo errado (falar nisso, preciso do meu Tré Semmé, minha gente, que aqui em Bs As é ainda mais barato). 
A viagem é legal, mas com vento e chuva sacode demais! E a sala de embarque é quente demais, o ar condicionado não rola. Mas é tudo bonito, modernoso. O free shop é dentro do buque, e quando o cara anuncia que abriu, jesuis, a boiada corre pra lá. Só que o buque tem trocentos lugares, e o free shop é tipo do tamanho da sala de casa. Ou seja, rola o sacolejo, perfume pra lá, absolut pra cá, tias gordas (brasileiras, obvio) lôcas com tudo, pouco espaço, mais balanço. Uma diliça. E quase não tem produtos, é bem pobrinho, nem vale a pena. Melhor ficar sentado no seu lugar ouvindo ipod + paciência (como o Luis faz) ou lendo a revista de bordo (como eu fiz) e tentando distrair da musiquinha chata do anuncio do Buquebus (irritante).
No desembarque, câmbio, e puxar malas. O hotel era bem pertinho, mas yo no aguentei e pegamos um taxi. Muito perto mesmo. O suite Catalinas é uma graça, quarto grande, cama grande, banheiro ajeitadinho, tem uma cama de apoio, adorei. E fica no Centro / Puerto Madero, perto de tudo.
Hoje saímos pra almoçar e seguimos uma matéria que saiu no caderno viagem do Globo há umas duas semanas: fomos pro outro lado do Rio da Prata, Madero Este, um bairro contruido no Porto e que vem sendo revilalizado e super valorizando. Ali só tinha fábricas e, graças a investidores que acreditaram e investiram no lugar, hoje é um bairro bacanérrimo e chique. Só tem arranha-céus e predios de vidros, espelhados, super modernos, com designers inovadores. E prédios comerciais e residenciais, minha gente. E quase ninguém pega a Ponte das Mulheres e vai pro lado de lá, infelizmente. Mas nós resolvemos ir almoçar no i fresh market (parente do i center market), um misto de café, lanchonete, restaurante, com lojinhas de coisinhas pra cozinha / casa que é a coisa mais linda que já vi! decoração impecável, muitas flores, tudo lindo demais. queria um desses do lado de casa, pra passar de vez em quando. pedimos um ojo de bife com papas fritas e beterraba (esqueci como fala em castelhano), escabeche de hongos (cogumelos) e queijo feta. pedi também um suco de berries, e ele uma Guiness. Assim, não é baratinho, mas sai um pouco mais em conta que lugar / comida equivalente no leblon, por exemplo. E depois descobrimos que o central (nós fomos no fresh) tem um menu com entrada/ prato principal (sobremesa?) mais em conta. Aliás, aqui é comum esse tipo de combo com preço único. E como Montevideo não é mais barato que Brasil apesar da moeda mais desvalorizada. Apenas algumas coisas saem mais em conta.
Depois fomos caminhar, pq o calçadão é uma delícia, e paramos no Starbucks (ai ai, coisas de Luis) pra tomar um fraputtino. Pedi um (chá) de frambuesa e ele um de vanilla con crema (chantilly). Depois ainda passamos por uma Havanna e rolou um havannet (branco pra mim e preto pra ele). Muito melhor que alfajor, pelamor!!!
Fomos no museu Coleccion de Arte Amalia Lacroze de Fortabat. O museu é um espetáculo de lindo e bem organizado. A fulana é uma perua rica portenha, e a coleção dela é algo de incrível. Babei. O museu também dá um show a parte, como ele é todo de vidro, o teto se abre e fecha de acordo com a posição do sol, protegendo as obras de arte.
De lá, andamos até em "casa", passamos na porta do Luna Park, um estádio de shows (que infelizmente não tem nada de bom pros próximos dias). Fomos também no mercado comprar bebidinhas locales, e, voi lá, estamos cá a descansar.

Luis do lado de lá (madero este) da ponte das mujeres...

o lindinho i fresh market 

dentro do restaurante

idem, idem


puerto madero este é uma graça!

yo!

o maior parque de buenos aires fica lá, parque mujeres argentinas

depois da chuva, o céu lindão

o rio da prata

a caminho de "casa"

aqui passa o trem!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

dormi, mas não babei. hehehehe

Anjo preto, aqui comemos uma outra parillada

Rio de la Plata, visto de algum lugar à beira rio em Colonia.

Em alguma das milhares (ok, dezenas) de ruas lindinhas de Colonia.

Uma vista do alto, quase no alto do Farol.  

Parece uma sala de estar, mas acreditem, é um café. E muito legal.

Colonia Del Sacramento

Hola!

Chegamos meio dia, pontualmente. A pousada é bem pertinho da rodoviária (que também é bem pertinho do porto, de onde sai o buquebus para Buenos Aires), e viemos andando com as malas, pelas ruas de paralelepipedo. O hotel / pousada é muito bonitinho e arrumado, recomendo! Chama El Viajero, e tem a versão hotel também, na rua do lado. O banheiro é ok, o quarto também. Tem wi-fi, só não tem frigobar, mas pra uma noite tá bom.
Hoje andamos o dia todo, só deixamos as malas aqui e fomos bater perna. Primeiro fomos cambiar o dinheiro pra pagar o hotel, que cobra taxa pra pagar com tarjeta (cartão). Daí fomos buscar um lugar pra almoçar. Nessa andança, conhecemos todo o centro e parte da cidade velha.
Comemos num restaurante bem bonitinho, numa pracinha da cidade velha, "anjo negro". a comida tava bem mais ou menos. carnes, provoleta, covert razoável.
de lá, fizemos o tou de museus: vc paga um preço fixo de 5o pesos uruguaios e pode visitar 5 museus. vários estavam fechados (tudo nesse país vive cerrado, jesuis!) mas fomos no museu portugues, no do indio, no dos azulejos e no arquivo regional. de lá fomos na calle de los suspiros, no farol, nas ruinas de são miguel... muito vento, pessoas encasacadas, mas não era pra tanto, deve estar uns 20 graus.
nas andanças de volta, achamos um café delicinha demais. paramos porque falava em sushi na porta, entramos pra experimentar o bolo de cenoura, e era algo de legal. sem mesas, só mil bancos e pufs de apoio fazendo a vez das mesinhas, e só uma tiazinha atendendo a todos. muitos livros, revistas, fotos, tipo, como se os clientes fossem visitas dela. o bolo estava perfeito, com calda de chocolate branco (adoro). tomei também um chá vermelho com lichia, e o luis tomou um capuccino com um redondo (tartelete) de maçã, pera, mel e nozes. tudo perfeito. no cardápio, ela já avisa que lá é um lugar "sin apuro", ou seja, não é atendimento instantaneo. mas é tão aconchegante e agradável, que vc espera de boa, lendo um livro da julia child por exemplo :) chama lentas maravillas, recomendo pra quem vier a colonia.
Na rambla de Pocitos / Punta Carretas

Entrada do shopping de Punta Carretas (nesse dia fiquei mega queimada de sol, rs)

Uma exceção a infeliz regra uruguaia