quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Colonia Del Sacramento / Buenos Aires

Tem dias que acordar cedo é algo um tanto quanto difícil... Digamos que comigo é quase sempre. Sou um "snooze" no despertador e quase desisto do que quer que seja. Mas ok, ok, é preciso levantar, afinal, há coisas bookadas e pagas, e seria um transtorno perde-las (seja durante a viagem, seja na rotina de dia-a-dia de trabalho, hehe). E eis que acordamos umas oito e meia, nove horas, pra arrumar tudo e tomar o café da manhã da pousada, e rolava uma curiosidade em torno de como seria. O desayuno do Splendido de Montevideo não tinha nada de esplendido: dois pães de forma (com torradeira disponível), um pedaço de bolo, sucrilhos, leite e café. Thats it. E o café do El Viajero Pousada (tem o hostel também, na rua do lado) é muy bueno! Pães variados, queijos (os famosos, de Colonia), juco de naranja espremido (nào sei pq eles falam que é esprimido, como seria um suco com a laranja inteira?), leite, chá, café, chocolate, iogurtes variados, sucrilhos, geleias e dulce de leche de Colonia. Tudo delicinha.
Daí teve o tal de levar malas-e-mochilas até lááá no final da rua (to dramatizando, era perto, vai) pra pegar o buque, o barquinho (na verdade é uma barca bem bacanona) pra Buenos Aires. E começou a chover. E parou de chover. E voltou a chover forte. E meu cabelo ficou uó do borogodó, pq além da chova tinha vento, e vento deixa o cabelo oleoso, grudado, todo errado (falar nisso, preciso do meu Tré Semmé, minha gente, que aqui em Bs As é ainda mais barato). 
A viagem é legal, mas com vento e chuva sacode demais! E a sala de embarque é quente demais, o ar condicionado não rola. Mas é tudo bonito, modernoso. O free shop é dentro do buque, e quando o cara anuncia que abriu, jesuis, a boiada corre pra lá. Só que o buque tem trocentos lugares, e o free shop é tipo do tamanho da sala de casa. Ou seja, rola o sacolejo, perfume pra lá, absolut pra cá, tias gordas (brasileiras, obvio) lôcas com tudo, pouco espaço, mais balanço. Uma diliça. E quase não tem produtos, é bem pobrinho, nem vale a pena. Melhor ficar sentado no seu lugar ouvindo ipod + paciência (como o Luis faz) ou lendo a revista de bordo (como eu fiz) e tentando distrair da musiquinha chata do anuncio do Buquebus (irritante).
No desembarque, câmbio, e puxar malas. O hotel era bem pertinho, mas yo no aguentei e pegamos um taxi. Muito perto mesmo. O suite Catalinas é uma graça, quarto grande, cama grande, banheiro ajeitadinho, tem uma cama de apoio, adorei. E fica no Centro / Puerto Madero, perto de tudo.
Hoje saímos pra almoçar e seguimos uma matéria que saiu no caderno viagem do Globo há umas duas semanas: fomos pro outro lado do Rio da Prata, Madero Este, um bairro contruido no Porto e que vem sendo revilalizado e super valorizando. Ali só tinha fábricas e, graças a investidores que acreditaram e investiram no lugar, hoje é um bairro bacanérrimo e chique. Só tem arranha-céus e predios de vidros, espelhados, super modernos, com designers inovadores. E prédios comerciais e residenciais, minha gente. E quase ninguém pega a Ponte das Mulheres e vai pro lado de lá, infelizmente. Mas nós resolvemos ir almoçar no i fresh market (parente do i center market), um misto de café, lanchonete, restaurante, com lojinhas de coisinhas pra cozinha / casa que é a coisa mais linda que já vi! decoração impecável, muitas flores, tudo lindo demais. queria um desses do lado de casa, pra passar de vez em quando. pedimos um ojo de bife com papas fritas e beterraba (esqueci como fala em castelhano), escabeche de hongos (cogumelos) e queijo feta. pedi também um suco de berries, e ele uma Guiness. Assim, não é baratinho, mas sai um pouco mais em conta que lugar / comida equivalente no leblon, por exemplo. E depois descobrimos que o central (nós fomos no fresh) tem um menu com entrada/ prato principal (sobremesa?) mais em conta. Aliás, aqui é comum esse tipo de combo com preço único. E como Montevideo não é mais barato que Brasil apesar da moeda mais desvalorizada. Apenas algumas coisas saem mais em conta.
Depois fomos caminhar, pq o calçadão é uma delícia, e paramos no Starbucks (ai ai, coisas de Luis) pra tomar um fraputtino. Pedi um (chá) de frambuesa e ele um de vanilla con crema (chantilly). Depois ainda passamos por uma Havanna e rolou um havannet (branco pra mim e preto pra ele). Muito melhor que alfajor, pelamor!!!
Fomos no museu Coleccion de Arte Amalia Lacroze de Fortabat. O museu é um espetáculo de lindo e bem organizado. A fulana é uma perua rica portenha, e a coleção dela é algo de incrível. Babei. O museu também dá um show a parte, como ele é todo de vidro, o teto se abre e fecha de acordo com a posição do sol, protegendo as obras de arte.
De lá, andamos até em "casa", passamos na porta do Luna Park, um estádio de shows (que infelizmente não tem nada de bom pros próximos dias). Fomos também no mercado comprar bebidinhas locales, e, voi lá, estamos cá a descansar.

Luis do lado de lá (madero este) da ponte das mujeres...

o lindinho i fresh market 

dentro do restaurante

idem, idem


puerto madero este é uma graça!

yo!

o maior parque de buenos aires fica lá, parque mujeres argentinas

depois da chuva, o céu lindão

o rio da prata

a caminho de "casa"

aqui passa o trem!

Nenhum comentário:

Postar um comentário