sexta-feira, 28 de dezembro de 2012


Esse blog tá parado por puro desleixo, e a culpa me carrega há algum tempo.
Estivemos em PoA, SP, Gramado e Floripa e nada, nada de comentar por aqui.

Fiz um texto, a pedido de uma amiga, sobre Floripa e decidi compartilhar, pra tentar compensar a ausência. Vou tentar fazer o mesmo dos outros lugares. Mesmo que vago, é melhor que nada.


Estive em Floripa por uma semana, entre 08 e 16 de dezembro. A passagem foi comprada numa promoção (ou seria erro?) da TAM meses antes. Cerca de um mês antes da viagem, pesquisei hotéis, mas em o afinco de sempre, conferindo mapas, localidades e dicas em blogs (o melhor guia de viagem ever, na minha opinião, já que apresentam dicas mais realistas dos lugares).
Primeira coisa, hotel. Aliás, segunda. Primeiro é a passagem, claro.
Para escolher o hotel, primeiro é bom ter em mente a região que se quer ficar. Quase que geralmente, recomendo que o ideal seja ficar no Centro da cidade, de qualquer cidade. O Centro costuma oferecer opções de transporte, programação cultural, de restaurantes, bares e, muito importante, bons preços. Melhor custo benefício. Ficar em bairro é para quem já conhece o lugar e sabe que vai preferir circular especificamente por aquela região. Salvo isto, pesquise se o Centro da cidade que vai visitar é deserto ou perigoso a noite e aos finais de semana. No geral são ok (já me hospedei no Centro de Montevideo, Buenos Aires, PoA, Campinas, SP, Curitiba...). Sou boa em pesquisas de bairros e “o que fazer”, mas confesso que em Floripa vacilei. Por falta de tempo de mapear a ilha nas opções de meu gosto, fechei uma pousada na Praia dos Ingleses, ao norte (bem norte) da Ilha. Não que a praia não seja agradável – pelo contrário, foi a nossa favorita depois de visitar outras tantas – mas tudo depende do clima que você deseja. E para uma semana, não era o que pretendíamos.
Vamos falar da Ilha. Florianópolis é uma cidade enorme, e tem seus bairros ligados por rodovias, o que faz com que eles pareçam ser várias cidades independentes, com características bem particulares. Ingleses é como que uma Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Comércio praiano, simples, restaurantes idem, muitas opções de frutos de mar, uma ou outra pizzaria. Ali perto, também ao norte, tem a praia de Jurerê e Jurerê internacional – algo como uma Buzios muito mais rica e glamourosa, além de cara. Vale o passeio para conhecer as milhares de casas rycas e lindíssimas, além de um mergulho e talvez um almoço ou happy hour. Mas é cara e clima de gente bonita e bronzeada, azaração e paquera, juventude sarada. Tô fora (ai meus 17 anos!). Santinho tem um resort fodão premiado, e uma praia bem agradável, que me lembrou Brighton (sul da Inglaterra). Pheena eu! Também ao norte, perto de Sambaqui, tem Santo Antônio de Lisboa, lugar bucólico de casinhas lindas e ótimos restaurantes (alguns bem bacanões, com varanda na areia).
Na minha humilde opinião, o norte é pra você chegar e entrar no clima (leia-se ficar por lá) ou visitar em um ou dois dias e that’s it. A ilha é MUITO grande, e todo e qualquer trajeto leva quilômetros até o seu destino (o GPS que o diga), o que torna os passeios um tanto cansativos. Preferiria ter ouvido uma amiga que teve um namorado por lá e frequentou bastante – e ter ficado no sul.
É importante chegar e logo alugar um carro, já que transporte público lá é bem difícil e leva décadas pra passar, além dos longos trajetos a serem percorridos. No aeroporto mesmo tem algumas das empresas mais conhecidas, e é possível negociar e fechar com a melhor oportunidade. Alugamos um gol com ar e direção hidráulica na Localiza pelo preço de carro simples. Ela também parcela em até 10x. Outra dica importante é pegar a diária com quilometragem livre, visto que são longas viagens diárias de passeios.
A ilha é bem cara no geral, tal qual a nossa Cidade Maravilhosa, principalmente para comer e beber. Estacionamentos de shopping são mais baratos  que aqui(estive em todos eles pois choveu grande parte do tempo em que estivemos por lá), além de algumas lojinhas de roupas e restaurantes de bairro (achei uma loja de jaquetas e casacos de couro em Ingleses com boa variedade de modelos e cores e bons preços, que ainda parcelava em até 6x).
Floripa é a terra das “sequências de camarão” e das ostras. É imperdível e obrigatório para quem estiver por lá provar dessas duas maravilhas. Eu nem curto ostras, mas durante nossa melhor refeição na viagem, no Ostradamus – restaurante em Ribeirão da Ilha (bairro gracinha com clima de Paraty, no sul, perto de Pântano do Sul) que conhecemos num programa de TV aberta e que recomendamos MUITO. Vale cada centavo (e foram MUITOS centavos pagos, rs). Fica na beira da praia, tem um deck que vai até o mar e as gaivotas ficam rondando, a espera de restos de camarão. Pra quem tá no norte, parece que não chega NUNCA (e dá-lhe quilometragem).
Em toda e qualquer viagem curto conhecer o supermercado local e farmácias. Sempre tem algo de bem diferente que vale agregar as nossas vidas. Um drink, um petisco, sei lá. Fora que é legal também pra ter no quarto, caso acorde tarde pro café ou tenha preguiça de sair para comer a noite, pós morgação de volta da praia. Fomos em mercadinhos locais e no Angeloni, uma big rede. Nada demais chamou atenção, mas já a rede de farmácias gaúcha Panvel me fez gastar boa meia hora com suas milhões de opções de hidratantes, sabonetes, body splashes e afins. Vale a pena.
Daí voltamos pro começo. Depois de escolher onde ficar, para fechar hotel, diante da minha vastíssima experiência de viajante (rsrs), recomendo o booking.com, de olhos fechados. Sempre consulto por lá e vou no site do hotel e, em 110% das vezes o booking me apresentou preços melhores. O hotel 3 estrelas com piscina, wi-fi e café que ficamos tinha diária de balcão por aproximadamente R$500 reais. Conseguimos fechar 8 dias por menos de R$1000! Isso em alta temporada. Em Bs As consegui um 4 estrelas no Centro também por uma pechincha.
Ah, quase esqueci! A Lagoa da Conceição é um lugar imperdível! Recomendo até ficar por lá. Lugar liiindo, cheio de lojinhas de artesanato e de moda super in, além de pubs, cafés e, na avenida das Rendeiras, que beira a Lagoa, dezenas de restaurantes de sequência de camarão. Bairro jovem, a juventude está por todos os lados. 
Outra coisa interessante de Floripa é a quantidade de restaurantes japa da ilha. Só de passagem de um extremo ao outro você se depara com dezenas! E a grande maioria é bem bacaninha, dá vontade de experimentar.

Enfim. That’s all, folks. Não reli o texto por falta de tempo e alguma preguiça, logo perdoem-me se por ventura tiver algum erro.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

...Segunda (14/11)  foi dia de muita chuva. O dia amanheceu num temporal que varou noite. A cidade não alaga, mas rolou um desânimo e preguiça de enfrentar perrengue (leia-se segundo dia de festival) nessas condições. Não deu outra: já chegamos com alguma lama, tendo que vestir as sacolas de assar frango (ziplock, como uma amiga sugeriu) para não encharcarmos na chuva.
No palco menor o show do Ash abriu lindamente os trabalhos. Muita simpatia do vocalista Tim Wheeler, se desculpando por não falar português e falando dos dois sonhos realizados naquele dia: tocar no mesmo evento que o Megadeth e estar no Brasil. Em conjunto, um show cheio de hits, começando por Girl From Mars. Lindo, lindo, o que me fez perder o Black Rebel Motorcicle Club (Luis foi na frente, eu e as amigas chegamos nos últimos acordes da banda.
A noite seguiu com Sonic Youth (arrastado como sempre), Primus, 311, Megadeth... Tudo que não curto. No meio do show do Sonic Youth, sentadas na sarjeta, debaixo de chuva, eis que avisto o simpático vocalista. Alertei, e a amiga foi lá puxar papo. Resultado: fotos!
Seguimos para arquibancada e lá ficamos durante Stone Temple Pilots, Alice in Chains e o comecinho do tão esperado Faith No More, último suspiro para pessoas acabadas, exaustas, cheios de dores. A sorte foi ter saído antes do grande final, porque a volta pra "casa'" foi tranquila, no que tange fila, tempo de espera e lugar no ônibus. Perrengue foi antes disso, a decida pós asfalto dos palcos principais, um lamaçal sem fim, tudo muito escorregadio, um pesadelo. Paramos pra comer e gastar os últimos tickets e infelizmente foi vital parar no banheiro, praticamente inacessível no mar de lama. Como não pude escolher um dos de trás, entrei no primeiro que vi e me deparei com lama e cocô por todos os lados. Lastimável. Pelo menos já sabíamos o caminho dos ônibus, porque ninguém lá sabe informar nada. Sério. Desde line up, passando por pontos de bus ou informações de bar, ninguém que estava alia a trabalho sabia dizer nada. Atrapalhados, teve um momento de chuva forte em que dezenas de seguranças se encontravam abrigados na tenda de caixas eletrônicos, enquanto público circulava na chuva ou com as famigeradas capas. Os seguranças encontravam abrigo também na tenda vegan, ao invés de circularem pelo festival, como deve ser.
Aliás, falando em line up, só se tinha acesso a ele com horários na entrada, que ficava beeeeeem longe dos palcos. Lá dentro, nada de saber quando e quem vai tocar aonde. Encontramos um impresso numa lojinha e tiramos fotos.
E as lixeiras? Muito pequenas, do tamanho de uma caseira. Gente, festival tem que ter container de lixo, e uns 4 concentrados em cada ponto. Pelamor! Lixeira leve, voando com vento não dá, vergonha alheia total.
Daí teve o mico da Courtney Love, que eu não consigo achar cool. E teve a ausência do show do Modest Mouse, que foi até o SWU mas não se apresentou porque o equipamento não chegou. Hein, cumassim? Não tem plano bem, não tem equipamento emergência no festival? Fora que eles sabiam desde cedo que não haveria show e só avisaram em cima da hora, vacilo enorme. E ainda mandaram um "vamos marcar um show da banda pra vcs". ã hã, senta lá, Claudia. Vão pagar minha passagem e hospedagem em Paulina? Cara de pau prometer tal embromation. Decepção.
Daí no feriadão do dia 15 rolou muita preguiça, rolou um shoppingzinho básico e viagem de volta pro Rio.
E uma quarta-feira corrida pra viajar logo cedo na quinta pra Salvador.
Aguardem cenas dos próximos capitulos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Pé na estrada que a vida tá muito parada. Fomos para Campinas, apenas um ponto de partida para a maratona que viria, chamada SWU. Ainda não registravamos nossas impressões em letras internetais quando nos jogamos para Itu, afim de acompanhar o festival que trouxe Rage, Kings of Leon, Pixies e Queens of Stone Age, para citar uns poucos. Mas foi uma viagem até que tranquila. O complicado foi explicar pro corpo, meio moído por conta de quase uma semana de febre e gripe das fortes, que lá estava eu, indo em direção a mais perrengue disfarçado de shows de festival. Pelo menos, diferente de Itu, dessa vez só iríamos nos dois últimos dias de shows, o que nos deu pelo menos um dia tranquilo em Campinas. O suficiente para batermos uma perna pela cidade. Perna mesmo, porque estávamos a pé, e o máximo que fizemos foi dar uma checada em um bar chamado City Bar (estilo botequinho) e provar os famosos bolinhos de bacalhau, auto-intitulados os melhores do mundo. Ok, são bons. Mas para melhores do mundo ainda falta um bocado. Saindo do barzinho, é só atravessar a rua e estamos em uma praça, Carlos Gomes, onde acontece uma feirinha aos sábados e domingos. Várias barraquinhas com artesanato, roupas, cintos e tranqueiras... Demos uma volta e a Ju anotou mentalmente o que queria levar para, depois, irmos lá buscar. O resto do sábado transcorreu em compras e encontro de amigos de nossa anfitriã, primeiro em sua casa, depois na casa de seu namorado (era só atravessar a rua). Entre cervejas e pizzas, acompanhamos o pouco do SWU que passou na Globo. Corta para casa, cama e domingo pela manhã, estamos de pé. É hora de correr na feirinha pegar o que anotamos mentalmente e nos prepararmos para a viagem. Paulínia não é muito longe de Campinas. Nada longe, na verdade. Pegamos um ônibus até a rodoviária e de lá outro até o SWU. Tempo meio fechado, diferente do mormaço de sábado. Com direito a alguma chuva, chegamos no festival. Se o espaço parecia grande em Itu, em Paulinia era imenso. Bem maior e espaçado. Se por um lado, não houve apertos, por outro era preciso andar quilometros de um lugar para o outro. O que só trouxe uma certeza, seguir à risca o que foi planejado ver em matérias de shows. Começo debaixo d´água com Is Tropical e !!! (chk chk chk). A primeira banda tocou para poucas pessoas e de animados apenas eu e mais um cara atrás de mim. Ótimo porque com plateia vazia, pude ficar bem próximo ao palco. E assegurar o local para um dos melhores shows do evento, o chk chk chk. Camadas profissionais de som, reverberando por todos os lados, banda afiada, vocalista performático, com direito a passeios pelo meio do povo, vindo até o meu lado, praticamente. Momento "mamãe, apareci no Multishow". Depois foi uma espera até o Duran Duran e volta para casa, antes mesmo do Lynyrd Skynyrd. Tudo bem, estava cansado e segunda teria MUITO o que ver. Era preciso recarregar as energias. *** continua...

sábado, 12 de novembro de 2011

a arte de fazer uma mala ou vou passar calor

coisa mais difícil do mundo é acertar uma mala. ainda mais vindo pra são paulo, que varia bruscamente a temperatura :/

Campinas

11/11/11 = ferias!!!

semana muito agitada e intensa (muito trabalho, muita correria, pouco sono e pouco comida) mas a sexta chegou! corri pra casa, fechei a mala, banho gelado e galeão aí vamos nós.
a ida até que foi rápida, mas aquilo lá parecia a rodoviária em véspera de feriadão. e claro que atrasou. da fila pra check in até a espera dentro do avião, algo tipo hora, hora e meia.
pelo menos o vôo foi tranquilo, chegamos em viracopos onze da noite, something like that. pelo horário, sem chances de arriscar algo que não fosse um taxi. daqueles especiais de aeroporto mesmo. caro. algo tipo o dobro da corrida tijuca-galeão com trânsito intenso de sexta véspera de feriado mas num percurso bem menos e bem mais rápido.
hotel bonitinho, opala barão. bem no centro, quarto grande, cama king size, banheiro claro. chuveiro elétrico sem pressão e que dá choque. tomei dois ontem a noite, o que me deixou com trauma pra todo o sempre nesse hotel. sabe aquelas viagens pra região dos lagos quando você é adolescente, mil pessoas em uma casa, calor, dormir pouco e mal, faltar água e choques no chuveiro? então, daí peguei a manha de fechar o chuveiro com as havaianas. hehe.
daí andamos um pouquinho pelas redondezas e descobri que não é lá muito amistosa depois das doze badaladas. visitamos uma amiga e voltamos pra desmaiar na cama.
apesar do quarto delicinha, dormi mal. mas não consegui pegar o café. luis foi lá e trouxe marmitinha pra mim. um pão de queijo, suco de laranja e sanduiche (sobrou metade). agora vamo lá turistar em campinas. er, o que tem pra fazer em campinas?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Passeio de trem pela serra do mar (Morretes + Antonina)

O fim de noite ontem foi a base de tv e keep cooler. Dormimos cedo, porque a terça-feira seria cheia.
Acordamos as seis e meia, tomamos café e a van da agência foi nos buscar. Fomos com um grupo para a rodoferroviária, ali pertinho do hotel, para pegar o trem que nos levaria até a Serra do Mar, à cidade de Morretes. A viagem é guiada, e são contados todos os detalhes daquela via e a história local. Bem legal. É longa, leva três horas e meia, e o trem para algumas vezes para podermos atentar a certos lugares. Fora que a velocidade máxima do trem é tartaruga, então fica um tanto cansativo, mas vale a pena.
Chegamos em Morretes e fomos almoçar a famosa Barreada, uma carne de segunda bem temperada cozida por 12 horas numa panela de barro. O resultado é que ela fica desmanchando. Uma delícia, mas pesado, dá um suadouro. Engraçado é que todos os restaurantes locais servem ela com "rodízio de frutos do mar", que nada mais é que pedaços de filé de peixe, camarões fritos, e um molho de camarão para o peixe. Então tá. Gostoso, mas menos pomposo do que parece.
De lá fomos dar umas voltas na cidade, que é produtora de cachaça, banana e aipim. Então era um tal de banana passa, cachaça de banana, aipim e banana chips, licor de banana... Compramos de tudo um pouco :)
De volta pra van, seguimos para Antonina, e cidade vizinha. Também gracinha, casarões antigos e lindos, tudo muito bem cuidado e colorido.
Na volta passaríamos em um mirante, mas estava com bastante neblina e chovendo, e a barreada derrubou a todos. Fomos morgar no hotel, e mais tarde saímos com um amigo do Luis para um pub, o Sherindan's. Descobrimos que é do mesmo dono do Mustang Sally, que tem mais outra lanchonete 50' no mesmo formato, além de um restaurante mexicano.
Os rapazes ficaram nas cervejas artesanais, eu fiquei na caipirinha. Pedimos uma carne deliciosa com cogumelos, cenoura e cebola ao molho teriaki. Bom que a noite começou cedo, e meia noite já estávamos na cama, assistindo ao desfile das escolas do Rio.
Quarta foi dia de acordar em cima da hora, fechar a mala e rumar para o aeroporto.
Só lamento não ter encontrado comércio algum (incluindo shoppings) aberto nem um único dia do carnaval. Na própria quarta percebi que mesmo depois de meio dia muitas lojas ainda estavam fechadas. E a cidade cheia, com hotéis lotados, ou seja, bobearam. Mas recomendo Curitiba e pretendo voltar lá. Custo de vida bem mais em conta que o Rio, aluguéis mais baratos, comida idem, boa oferta de empregos, frio o ano todo e qualidade de vida.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Igreja Ucraniana
Jardim Botânico

James + turistando em Curitiba

Então, o James é uma graça. embaixo tem a pista, de um lado, subindo uma escada, tem um fumódromo. Entrando na casa, por outro lado, outra escada e um bar super bonitinho, com dois sofás de veludo, algumas mesinhas e cadeiras. uma boa opção de comidinhas e bebidas no bar, de cervejas a drinks, passando por chás e cafés. O melhor é o preço, as vezes risível de tão em conta se comparado aos valores abusivos em casas noturnas do Rio. Adoro a minha Casa da Matriz, mas ela tá super caída, fedida, sem opções de comidas e com as bebidas muito mais caras. É foda ver como os restaurantes daqui são bem mais baratos. O top é o elogiado Madalosso, que custa meros R$29,90 no rodizio de massas e carnes, com petiscos na mesa.
Na segunda de carnaval acordei morta, e enrolei pra sair. A tarde fomos passear com o ônibus turístico da cidade, que passa por diversos pontos, podendo parar e voltar a ingressar em outro ônibus, com horários fixos, marcados nos pontos. Bem legal, como o de Buenos Aires ou Londres. O Rio precisa de um serviço assim.
Descemos em Santa Felicidade, o bairro italiano, para procurar um lugar pra almoçar, mas voltou a sina das cozinhas fechadas. O único lugar que achamos aberto as 16hs da tarde foi o Madalosso velho. Muita comida, garrafa de vinho, e fila de ônibus, que estava lotado e demorado nessa segunda-feira de carnaval.
Finalmente pegamos o bus e descemos no ponto seguinte ao nosso para buscar um supermercado. Compramos iogurtes, águas de sabores e keep cooler, já que hoje é dia de dormir cedo e teremos horas de preguiça no hotel.
Agora rola o desfile das escolas do Rio, mas só porque o Luis quer, por mim tá ótimo esse carnaval zero samba de Curitiba. Até agora, nada na cidade lembrou a época do ano. Nem um enfeite, bloco, samba, nada. Ainda bem.

domingo, 6 de março de 2011

Curitiba, domingo de carnaval

Acordamos cedo para o café da manhã do hotel e fomos passear na feirinha dominical do centro, largo da Ordem. Bem grande, pega dezenas de ruas e tem milhares de barraquinhas com artesanatos, roupinhas e comidas. Paramos no memorial de Curitiba, uma construção enorme e moderna, com paredes de vidro, pé direito enorme e artes pelas paredes. O espaço de três andares conta com várias escadas de ferro geométricas, que rendem uma bela vista. Subimos para ver a expo permanente da cidade, com fotos enormes ilustrando o crescimento de Curitiba. No primeiro andar, exposição de um cara (não lembro o nome) com imagens de uns 50, 60 anos pra cá. O interessante é um riozinho que passa no meio do lugar, uma instalação que terminei não lendo a respeito.
Andamos mais pela feirinha, e mais a frente nos deparamos com o museu paranaense. Adoro museus! Entramos e demos uma volta pelo casarão enorme, com objetos indígenas, quadros de personalidades dos séculos passado e retrasado, móveis, canhões de guerra, e utensílios dos diversos imigrantes (italianos, japoneses, poloneses, ucranianos...) que aqui aportaram.
Buscamos um lugar pra comer, e como recomendado, paramos no interessante bar do alemão. Luis tomou alguns submarinos (chopp com steinhaeger e variações como com energético, jagermeister...). Pedimos uma porção mixta de salsichas branca e vermelha e uma broa com carne de onça e hering, ou seja, um quibe cru com peixe cru, tudo bem temperadinho, com salada de beringela. Não é um sanduiche, o prato vem montado com a broa embaixo e tudo arrumado em cima. Bem gostoso e leve. 
De lá, viemos descansar no hotel pra uma noitada no James. Vamos ver.

Curitiba no carnaval

E como um bom blog de viagens que se preze não pode ficar parado, saímos em mais uma aventura, desta vez durante o carnaval 2011.
Fugidos dos blocos que impossibilitam a vida no Rio durante a folia de momo (que saudade tenho da época que o carnaval no Rio era desconto em cinemas e restaurantes), viemos parar na cidade anti-carnaval por excelência: a fria Curitiba.
Minha primeira vez na cidade, na qual quase vim morar em 2000. E posso dizer, não teria me arrependido.

--x--

luis começou, foi tomar banho, e juliana retoma.

entoncis, fugimos do carnaval carioca, de chuva, tumulto, banheiros quimicos, pessoas sem noção que não fecham portas de banheiros quimicos, que fazem suas necessidades pelas ruas e praias sem nenhum puder. cá estamos em curitiba, graças a uma promo da tam, na qual buscamos qualquer lugar - Brasil e américa do sul - com passagens baratas.
Viemos no vôo de meio dia e meia, coisa rápida, duas horas (com pequeno atraso) chegamos. pegar mala (encharcada da chuva do rio) e ver qual a melhor e mais econômica forma de chegar ao hotel. descobrimos um "frescão" (clássico do rio, bus de melhor qualidade) que ia até o centro. Oito reais. Pegamos. O ônibus tinha ponto na rodoviária, e de lá pegamos um taxi.
Descobri um hotel super em conta com wireless, café da manhã, frigobar e tv a cabo, bem bonitinho, Lumini.
Marcamos um passeio de trem e um "Curitiba by night" pelos principais pontos turisticos a noite e jantar no clássico "Madalossa" velho, uma espécie de rodízio all inclusive. Antes ainda rolou uma visita à vinicula Durigan, no bairro de Santa Felicidade, com espumantes, vinhos e grappas delicia, além de frios, doces e conservas. Fizemos degustação de várias bebidas, e trouxemos um licor de grappa e uma picanha defumada que é o que há de delicia.
Na volta passamos pelo batel, bairro bacana com bares e restaurantes. Puta vontade de ficar por lá mas, com sacolas e cansaço, melhor vir descansar no hotel.
 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Montevideo / Poa / Rio de Janeiro

Botei o despertador pra sete e meia, com o intuito de adiar umas duas vezes no snooze e enfim levantar pra batermos pernas no último dia. Não conseguimos acordar nem dez vezes de snooze depois, tamanho cansaço, sono, saco cheio desse sol e calor (como se não fossemos cariocas, hehe).
Andamos só na 18 de Julio, na tal loja de cds que tinha uns lps raros que o Luis queria. Dei uma olhada pra ver se achava uma bota, mas tava tudo o mesmo preço daqui, e Brasil ainda tem a vantagem de parcelar.
Tentamos almoçar no El Chivito de Oro, que tem umas milanesas e chivitos enormes e apetitosos, mas estava fechada na hora do almoço! Coisas de Montevideo. Procuramos um La Pasiva e pedimos uma milanesa a moda da casa, que veio com saladas e papas fritas. Tudo delicioso. Pra beber, Pomelo, como sempre.
O hotel insistiu que pedíssemos o taxi deles, e só quando entramos sacamos que era preço fico, acordado com o hotel. Isso me irrita, acho uma grande sacanagem, mas enfim, aceitamos e do hotel até a Praça da Independência com malas fica mais longe e cansativo, e a nossa rua era só de pedestres. Fora que os taxistas em Montevideo não são muito checados a pegar passageiros, sempre reclamam, não podem, então provavelmente não seria fácil um que quisesse ir até o aeroporto de Carrasco, fora da cidade. terminou que o tal taxi, em moeda brasileira, não ficou quase nada mais caro pelas contas que fizemos da distância, e terminou valendo o custo x benefício.
Check in, as duas malas dentro do peso, Free Shop, ufa, embarcamos. Desce em Poa, imigração, pega mala, Free Shop, despacha mala, ufa, embarcamos. Alguma turbulência depois, enfim, Rio de Janeiro. Pega mala, taxi, casa.
Até a próxima viagem, gente! Postarei mais fotos assim que descarregar a máquina :)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

+ Jardim Japa

O restaurante do Jardim Japa

Palermo Soho

Plaza Serrano, Palermo Soho

Antes da Parellada

... e depois...
vagão da linha A - a mais antiga - de madeira, escuro, e com esse estofado de bordel

ih, acento especial....

ácaros e bactérias centenários...

Buenos Aires / Colônia / Montevideo (by Buquebus)

Depois de tantos dias de maratona, o pique cai um pouco. Ainda acordamos no horário do café, mas chegamos no encerramento e comemos quase nada, um desânimo de cansaço. Hoje andamos pela calle Florida e chegamos na calle Lavalle, e putz, arrependimento! Lá é MUITO melhor e mais barato para comprinhas em geral. Esqueça tudo que vc lê sobre a Florida e compras e blá blá blá. Lá de fato tem muitas lojas, mas na Lavalle é tudo mais barato e tem a mesma variedade. Ontem a noite saímos as onze pra buscar um lugar aberto pra comer algo rápido, e foi lá que encontramos. Ok que optamos por um Burguer King rápido (o Mc tava com cartão fora do ar), mas tinhamos outras tantas opções.
Aliás, cartão é uma coisa atípica em Buenos Aires. É comum lojas e restaurantes e bares não aceitarem cartão. E nem por isso são mais baratos.
Almoçamos num dos tantos restaurantes que tem pela cidade com preço fixo de entrada, prato principal, bebida e sobremesa. Não é nenhum luxo, mas alguns são bem razoáveis, e sai algo em torno de 35, 40 pesos (14, 16 reais).
Corremos pro hotel, pegamos as malas e fomos pro Buquebus. O buque veio vazio, e como o tempo estava bom, nem sacudiu, uma beleza pra passar a hora no freeshop "amostra grátis" de lá.

Comemos algo rápido - e barato - no shopping de Três Cruces, a rodoviária de Montevideo, e viemos pro hotel Palacio, o primeiro que tentei reservar mas não tinha vaga (Ju, estamos aqui agora! antes de saber que vc tinha ficado nele, tentei fazer reserva, e conseguimos pra hoje). Tá tendo filmagem de comercial aqui na porta, então a rua de paralelepípedos está tomada pela equipe de produção e vários caminhões e carros. Me sinto na casa da vó, porque a tiazinha da recepção veio atrás da gente pra deixar a chave (caso a perdêssemos na rua quando fomos até a esquina comprar uma garrafa de media y media, o vinho + espumante popular daqui), e subimos separados pra eles não verem, já que dissemos que íamos comprar água, hehe. mas também fomos ;)
agora é hora de naninha, porque amanhã cedo tem bate-perna aqui na 18 de julio (centro - lojas e lojas e lojas) e tcharam! aeroporto de carrasco + aeroporto salgado filho + galeão + lar doce lar :)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Havannet de chocolate branco (muito melhor que Alfajor)

o "nosso" bar, Indie, em San Telmo

o "nosso" bar, Indie, em San Telmo

O melhor Mojito ever, e a cerveja dele

A gente na nossa segunda noite seguida no Bar Indie

Puerto Madero Este, meu lugar favorito

Finalmente experimentamos o famoso Freddo!

O cão enlouquecendo os gansos no Bosque de Palermo

Adorei isso! Quero um :)

O Planetário, em Palermo

Nóis no parque

Jardim Japonês

 Picolé de Fanta, meu refri favorito. O picolé é horroroso!

Jardim Japonês

Loja da Barbie em Palermo

San Telmo e Recoleta

Hoje foi dia da feirinha que tem todo domingo na Plaza Dorrego, em San Telmo. Bem melhor do que eu esperava! Muitas coisinhas criativas, bijoux diferentes, caixinhas, coisas pra casa, quadrinhos... Foi a feirinha de artesanatos que eu mais gostei! Tem a parte de quinquilharias e velharias também, além de artesanatos toscos, daqueles tipo durepox / hippie, mas no geral, a feira é bem legal. O sol continua firme e forte (um taxista nos disse que há umas semanas chegou a fazer 43 graus!), então dá uma canseira maior, mas andamos de ponta a ponta. De lá, pegamos o subte (metrô) na Plaza Mayor e fomos para a Recoleta. Pegamos a linha A, a mais antiga, só para ver como são os vagões antigos, de madeira. Descemos na estação Puyerredón da linha D, e andamos uns dez quarteirões (como sempre) até a praça do Buenos Aires Design, um shopping só com lojas de decoração (adoro!). Ao redor do shopping tem mil barraquinhas de - adivinha - artesanatos e frutas e empanadas. Pegamos uma saladinha de frutas pra dividir, andamos mais um pouco mas a fome começou a apertar e paramos num Irish Pub que tem varandinha pra rua. Esclhemos o lado de dentro porque fora estava cheio e não queríamos correr o risco de ser ignorados, o que infelizmente aconteceu do lado de dentro, que estava um tanto quanto vazio. A atendente, blasé, só levou os pães do covert / cubierto (aquele que você paga anyway) quando questionamos. Pedi um citrus (aqui águas com sabores são super comuns, e não se vê latinhas, só garrafinhas de 500ml, mas que tem em todo lugar) e eles nunca trazem gelo, como em São Paulo, você tem que pedir. E precisamos pedir 3x, e ela só lembrava quando passava pela mesa. Daí, segunda parte da novela. A entrada, cogumelos com molho de queijo (muito gostoso) só veio depois de perguntarmos. O prato principal foi a terceira parte da novela. Todas as pessoas que estavam nas mesmas à nossa volta, que chegaram depois, comeram antes da gente. Depois de uma hora de espera virei Saraiva, porque era um atrás do outro comendo e a gente só com pãozinho. Questionada, a dona blasé disse que não tinha mão para trazer os pratos da mesa ao lado e nossos, e optou por eles, que chegaram depois. O lance é, a comida de quem chegou meia hora depois sai junto com a nossa? Vimos uma família de brasileiros atrás de nós irados com a demora geral no atendimento. Para os preços que eles oferecem, o atendimento é deveras deficiente.
Voltamos para San Telmo, e andamos até o hotel. Tiramos fotos na Casa Rosada, passeamos um pouco na calle Florida, entramos na livraria Ateneo (= + cds, hehe), e viemos arrumar malas e capotar. Afinal, amanhã é dia de Buquebus, buque (barco) + bus em Colonia até Montevideo. A primeira parte do retorno. Inté, pe-pe-ssoal.
Uma coisa que posso dizer de BsAs é que não é uma cidade para uma só viagem. E, de cara, posso dizer que conto os dias para ir embora assim como conto os dias para voltar.

Grande como uma São Paulo, me senti meio perdido entre tantas avenidas gigantes, com seis ou mais pistas. Me perdi andando pra caramba para ver depois no mapa que havia caminhado apenas alguns poucos quarteirões até meu destino. Me perdi e me encontrei no metrô mais antigo da América Latina, onde pude passear pouco. E sinto-me cada vez menos conhecedor de uma cidade que se dá o prazer de ser desconhecível na maior parte do tempo. Grande e única, BsAs merece uma vida nela, tantas são as descobertas esquina após esquina.
Quem sabe um dia, não posso me perder por aqui por tempo o suficiente para, enfim, poder me encontrar.
Até lá, ando e ando, sem, no entanto, a cidade me cansar.
Fotos do dia (que ainda não acabou!)


Até em loja da Barbie já entrei. hehehehe


tendo aulas de como "caminar" sem me quedar muerto, com lo chico gringo.


Casa Rosada, à la loja da Barbie, da Kirchner, e bandeira a meio pau, meia bomba, meio frapê.


pode não parecer, mas esse é um prato de comida...


Loja de disco. Ah que saudade da época em que tinha isso no Brazil...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Palermo

Hoje o café do hotel rolou até mais tarde, uhu! Dormimos um tiquito mais. Daí as andanças começaram mais tarde também. Pegamos o bus de turistas e fomos até Palermo. Começamos o passeio pelo parque 3 de febrero, onde tem os bosques de Palermo. Lindo o parque, parece meio quinta da boa vista, tem o laguinho com os cisnes, pessoas andando de patins... De lá caminhamos até o Jardim Japonês, que é pago (8 pesos per capita) é é lindo também, super bem cuidado, e tinha um festival de comida japa, mas tavam bem salgados os preços. Atravessamos então o parque, para pegar a avenida Libertador (as avenidas daqui são enormes, super extensas), e caminhamos até uma transversal, onde tem a loja da Barbie, minha paixão de infância. A loja é enorme, com várias bonecas em vários estilos, e muitas vestes glamourosas. Tem também mil acessórios para as bonecas e para as garotinhas donas delas, além de roupas infantis, salão de cabeleireiro e uma lanchonete com cup cakes apetitosos, tudo cor de rosa. Um luxo.
Pegamos um taxi e fomos até Palermo Soho, na plaza Serrano, onde tem os mil e um ateliês e lojinhas de designers e estilistas novatos da capital argentina. Muita coisa linda, roupas, acessórios como coisas para cabelo, bolsas, sapatos, bijouterias... além das lojas, tem mil barraquinhas, e ao redor da praça dezenas de bares e restaurantes.
Andamos pela Honduras e paramos na charmosa papelaria Palermo, na loja de discos Miles, que tem uma livraria colada, a Ateneo. Luis achou dezenas de cds que não chegam até o Brasil (vários cds aqui tem um selo "venda permitida em toda a américa do sul exceto Brasil", um troço meio revoltante, até por não sabermos o motivo. então aqui se acha muito cd que nem sonha chegar no Brasil - sim, ele curte ter os cdzinhos físicos). O bairro ainda tem dezenas de galerias com barraquinhas de variedades mil. Achei bolsas de couro super bonitas e bem feitas por volta de 100 reais.
Seguimos então pra Palermo Hollywood, e veio o mesmo problema: a cozinha fecha a tarde, e as seis da tarde ainda não reabriram. Como não comíamos nada desde a manhã, estávamos famintos e cansados, e nada aberto, nem para um lanche. Até que encontramos o Parrilla Don Perez, e uma promoção irresistível: parrilla com 15 cortes (o que inclui intestino, rim, costela de boi e porco, morcilla (o nosso choriço de sangue, que é horroroso, mas aqui, incrível, é uma delícia. esqueça do que é feito, esqueça o que você conhece e prove! eu provei e não me arrependo...), bife de chorizo... além de papas fritas cordobesas (com ovo mexido por cima!) e salada mixta, além da sobremesa a escolher. Tudo isso por meros quarenta reais. Uma loucura. É carne demais, mas o bom é que é só proteína, sem mil carboidratos pra te empanturrar.
Saímos de lá quicando até o metrô. Iamos pegar um taxi, mas aqui temos andado muito para digerir, e é realmente bom pra digestào quando se está empanturrado. Daí no caminho tinha o metrô, o taxi sairia uma fortuna... E a impressão é de um lugar mal cuidado, sujo, feio e velho, mas são várias linhas, nomeadas por letras (de A a E), que cortam a cidade por todos os lados.
Engraçado que tô cansada, mas acostumei a andar muito, dormir relativamente normal e não morro mais de sono e cansaço. Tanto que acho que hoje vai rolar uma noitada de leve de novo, já que amanhã a noite muitos bares não abrem...

Indie bar em San Telmo

Descobrimos ele no passeio diurno de bus. Depois, consultamos na internet opiniões e referências, para descobrir se de fato tocava "indie music". Achamos o bar em vários sites, mas sempre só comentavam a boa música e bons tragos. Nada mais, tudo bem genérico. Então, depois de um leve descanso no hotel, rumamos para San Telmo. E o indie bar nos surpreendeu pelo excelente atendimento, pela excelente música (nada de indie cliché) e pela beleza do lugar. Tudo novinho, luz aconchegante, som que dá vontade de dançar, e os dois meninos do atendimento vinham falar de música, passavam as dicas do que estava tocando (e nós também demos algumas dicas ;), além de terem adorado a gente, porque só tomávamos cervejas diferentes e drinks idem. Experimentei vários, e o Mojito de lá foi o melhor da minha vida! Mojito com manjericão. Tomei um também com Absolut Vanilla, além de uma prova que nos deram de uma mistura de sakê, vodka, manjericão, gengibre e suco de limão, tudo batido com gelo. Sensacional, algo par o top five de melhores drinks. Sério. Experimentamos também o famoso Fernet, bebida amarga até dizer chega, que se toma com Coca-Cola. O atendente mais simpático e carismático nos deu uma prova do que ele estava tomando (!!!), e disse que a primeira vista desce esquisito, mas que depois vai ganhando o seu lugar no paladar. Pedimos também uma provita do Cyrat, uma bebida mixta de doce com amargo. O Luis pediu um drink om ele, com Martini Bianco. Algo diferente, não me agrada muito, mas vale experimentar pela experiência. Pedimos também umas picadas, uma tábua de frios e pães. E eles nos abasteciam com pipocas toda hora.
Voltamos "cedo"pelos motivos do post anterior (cansaço do dia + ter que acordar cedo no dia seguinte), mas facilmente ficaríamos bem mais, e voltaremos :) Recomendo muito.
Complementando a sexta-feira, fomos até o Indie Bar, em San Telmo. Barzinho arrumado, bem decorado, com atendentes (os donos?) super descolados e extremamente simpáticos. Os drinks estavam muito bem feitos, MESMO, e a música, bom, a música era indie, óbvio. Segundo eles, o bar anda meio vazio porque a época é de férias, então a cidade está vazia, bem vazia, todos na praia (Búzios? Floripa?).

Fica a dica de um barzinho/pub muito bonito e com bons preços para os drinks/cervas e picadas. E de 18 as 21 tem happy hour, mas como a noite aqui começa tarde, vale a pena passar na volta de um passeio, e voltar mais tarde.

Isso explicado, preciso colocar aqui meu ponto de vista. Se você vem para BsAs passear e conhecer a cidade, não espere encontrar uma vida noturna bombante. Você estará morto de sono beeeem antes da nightlife começar. É que começa tarde pacas, tipo, começa a ficar interessante lá por uma da manhã. Mas você precisa acordar cedo, tomar o café do hotel, andar, andar, andar... Não há corpo que consiga acompanhar. Então, se vier para badalar, badale, mas não fique com a cabeça pensando no dia seguinte. Você vai precisar dormir até bem tarde (a não ser, claro, que fique virado. Mas aí, fica a gosto do freguês)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Buenos Aires - quinta e sexta

Cansaço. Depois de uma semana turistando, o cansaço veio com força. Tirar férias pra turistar nem de longe é descanso. Muito pelo contrário. Até por isso, deixei uns dias pós viagem pra descansar, e a cada dia vejo o quão será necessário.
Então, ontem acordamos cedo para o desayuno no hotel. Gente, o hotel de Colônia tinha um café bom, mas o daqui de Buenos é maravilhoso! Mil quilos ganhos só de olhar. Medias lunas (croissants tradicionais daqui) fresquinhos e macios, muitos tipos de pães (amo pão!), frutas, iogurtes, sucos, leite, chocolate e café, bolos, frios, cream cheese, dulce de leche, manteiga... É tudo tão bom que é difícil resistir. Ai ai, café da manhã de hotel é sonho. Ainda bem, porque se fosse realidade seríamos todos obesos, rs.
Andamos pela calle Florida, que por acaso é umas três quadras daqui do hotel. Essa rua tem mil lojas e galerias. Tudo bom de olhar, mas os preços aqui estão se equiparando muito aos do Brasil, então termina não valendo muito a pena comprar. Vi uma bota que gostei bastante e, apesar de cara, ainda sai em conta. Bota de couro, cano longo, modelo simples, coisa de 500 pesos, uns 210 reais.
De lá voltamos ao hotel pra pegar o passaporte, porque só rola cambiar moeda com ele. Passamos na Geleria Atlântico, na Florida esquina com Cordoba, que tem lojas de marcas famosas e é linda, legal mesmo que só pra olhar. Fui na Morph, uma loja lindinha de bugingangas pra casa e comprei umas coisinhas. Daí pegamos um taxi pra Av. Córdoba, que também é aqui perto, mas os Outlets ficam na altura do número 4000, ou seja, muito chão. Com o sol forte que tem feito, no way andar até essa altura. Aliás, tem feito entre 25 e 30 graus, sol forte, mas engraçado que não é o suadouro do Rio. Enfim... Voltando pros Outlets, fomos no da Vans, mas nada ficou bom. Depois fomos no da Adidas, muita coisa interessante, mas não ficaram boas, e a linha Stella McCartney, que me interessa, tava bem sem opções (infelizmente). Luis viu 1001 tênis, e um ficou legal. Na loja da Adidas conheci uns brasilienses que me mostraram onde era o Outlet da Puma. Sorte, porque eu não peguei o endereço na internet e ele não fica na principal. Fiz uma festinha lá! Assim que cheguei, dei de cara com uma bolsa linda, que eu e Luis gamamos, modelo assinado pelo artista Keith Haring. Vi mais umas coisinhas legais, mas eram poucas.
Passamos no Burguer King e viemos embora, porque o Luis marcou com uma amiga. Fomos com ela no Living, um bar que diz tocar uns indies e rocks, e abre mais cedo pra jantar. Com o fuso errado no relógio do computador, chegamos lá cedo. Mas nenhum de nós tinha fome pro menu pronto de lá, que tem entrada + prato principal + sobremesa + 1 bebida. Pedimos então umas pizzas pequenas e drinks / cervejas. Tomei um drink da casa, de morango, delicinha. E aqui é bem mais em conta, menos de dez reais.
A música rolava no telão, com clips, bem legal. Dada uma certa hora, baixou o dance, mas depois o vj acertou de novo na mão, mas daí o cansaço bateu e viemos embora.
Apaguei facinho facinho.
Na sexta, dia 11 (hoje!), depois do excelente café, andamos até o começo da calle Florida pra pegar o Buenos Aires Bus, o ônibus turístico que passa por 12 pontos da cidade. Você pode descer aonde quiser, e tomar outro ônibus daquele. E pode comprar o passe de 24 ou 48hs. Adorei. Fizemos o passeio completo, com fone explicando os lugares (na metade do caminho enjoei e tirei o fone, que esquenta e aperta). O foda foi que o ônibus é double decker e começamos o trajeto de baixo, ou seja, não dava pra ver nada direito. Mas tinha um poderoso ar condicionado. Daí subimos, e o nosso bus não tinha o toldinho amarelo dos outros... Chegou uma hora que estávamos torrando demás no sol, a ponto de ter que abrir o guarda chuva até o final do trajeto (e segurando firme por causa da ventania). Resultado: viramos dois camarões, fora a leseira que o sol traz.
Paramos pra almoçar no Centro, perto do Obelisco, no Bar do Julio, algum lugar clássico cheio de fotos de figurões de outrora. Pedimos uma milanesa napolitana (com queijo, presunto, tomate e orégano) e purê de papas, além de uma salada de tomate, alface e cenoura. Eu tomei um citrus, ele um litrão de cerveja (depois reclama...). Não curti muito o bife não (o da mamãe é muito melhor), mas o Luis achou bom.
Andamos então pro ponto do bus e fomos pra La Boca, conhecer o Caminito. Muitas fotos, passeio rápido, lugar bem turístico, cheio, tudo caro, funcionários de bares e restaurantes te pescando na rua, bugingangas bem caras... Bom só pra olhar e fotografar.
De lá descemos na parada de Puerto Madero e andamos até o hotel para desmaiar.
Ia rolar um jantar hoje, mas foi desmarcado. Então, ou vamos para um pub em San Telmo que descobrimos no passeio, ou ficamos por aqui mesmo...
ok. admito, estou bem preguiçoso, mas com a Ju escrevendo o tempo todo e relatando bem as cousas de outrora, nem me pego pensando o quanto seria legal escrever.
Mas enfim, sei que devo, e vou pagar.

começando por Montevideo. Claramente tenho uma simpatia especial pelo país Uruguay, por conta das Loucuras do Abreu. Mas mesmo sem isso, não poderia falar uma coisa que seja mal dos uruguayos, povo alegre e hospitaleiro. Chegamos no último dia do carnaval deles, chamado LLamadas. Vimos um pouco pela TV, exatamente como você pode acompanhar por aqui:


Como no carnaval, também tem as agremiações, cada uma com suas cores e sua bandeira.

Bom, caminhamos bastante por lá, sábado fomos passear pelo centro, que fechou logo depois, às 14 horas. Mas ainda deu para bater um mini-rango no El chivito de oro. mini mesmo pois foram dois cachorros-quentes (panchos), um pra cada um. Mas foi o suficiente para presenciar a monstruosidade das milanesas e dos chivitos al plato, coisa de doido mesmo.


na foto nem parece tão grande


Olha a minha cara de "poxa, escolhi errado."

Andamos mais pela cidade, passamos por pracinhas bonitas, por prédios antigos, prédios mais antigos e pelo mercado de artesanato. O mais legal é que nessa andada, conhecemos uma boa parte de MVD. Resolvemos almoçar a famosa parrillada no mercado del puerto, mas ele só funcionava até as 18 horas e estavamos querendo andar um pouco pelas cercanias do mercado, ver as tiendas(lojas), perceber o clima do local.
Quando voltamos o mercado estava fechado para almoço (hehehehe, ou quase isso). Mas comemos em um dos restaurantes que ficam voltados para fora do mercado e que não fecham às 18. Milanesas e ensaladas, dupla imbatível, seja no paraguay, na argentina ou no uruguay.



Parrillada do mercado del puerto. Ah, ainda como aqui!!!

***

Preciso abrir um à parte aqui para explicar como funciona a parrillada. Você senta na mesa, abre o cardápio e pede uma parrillada. Ok, isso não funciona assim. Não é um rodízio, como no Brasil. É à la carte. Você pede um linguiça, uma pedaço de carneiro, uma costela, e cada pedaço tem seu preço. (linguiça $60/80, carneiro $150/180, costela $120/150)

Então amigo, nada de achar que vai se entupir de carne por um preço fixo. Em MVD você se entope de carne sim, mas pagando (pouco) por pedaço. E a cerva, bem, é de um litro por $120 ou 150.

***

Bom, como nem precisa falar, chegamos no quarto, tomamos nossos drinks gelados (a geladeira do quarto bombava) e apagamos cedinho, cedinho.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Colonia Del Sacramento / Buenos Aires

Tem dias que acordar cedo é algo um tanto quanto difícil... Digamos que comigo é quase sempre. Sou um "snooze" no despertador e quase desisto do que quer que seja. Mas ok, ok, é preciso levantar, afinal, há coisas bookadas e pagas, e seria um transtorno perde-las (seja durante a viagem, seja na rotina de dia-a-dia de trabalho, hehe). E eis que acordamos umas oito e meia, nove horas, pra arrumar tudo e tomar o café da manhã da pousada, e rolava uma curiosidade em torno de como seria. O desayuno do Splendido de Montevideo não tinha nada de esplendido: dois pães de forma (com torradeira disponível), um pedaço de bolo, sucrilhos, leite e café. Thats it. E o café do El Viajero Pousada (tem o hostel também, na rua do lado) é muy bueno! Pães variados, queijos (os famosos, de Colonia), juco de naranja espremido (nào sei pq eles falam que é esprimido, como seria um suco com a laranja inteira?), leite, chá, café, chocolate, iogurtes variados, sucrilhos, geleias e dulce de leche de Colonia. Tudo delicinha.
Daí teve o tal de levar malas-e-mochilas até lááá no final da rua (to dramatizando, era perto, vai) pra pegar o buque, o barquinho (na verdade é uma barca bem bacanona) pra Buenos Aires. E começou a chover. E parou de chover. E voltou a chover forte. E meu cabelo ficou uó do borogodó, pq além da chova tinha vento, e vento deixa o cabelo oleoso, grudado, todo errado (falar nisso, preciso do meu Tré Semmé, minha gente, que aqui em Bs As é ainda mais barato). 
A viagem é legal, mas com vento e chuva sacode demais! E a sala de embarque é quente demais, o ar condicionado não rola. Mas é tudo bonito, modernoso. O free shop é dentro do buque, e quando o cara anuncia que abriu, jesuis, a boiada corre pra lá. Só que o buque tem trocentos lugares, e o free shop é tipo do tamanho da sala de casa. Ou seja, rola o sacolejo, perfume pra lá, absolut pra cá, tias gordas (brasileiras, obvio) lôcas com tudo, pouco espaço, mais balanço. Uma diliça. E quase não tem produtos, é bem pobrinho, nem vale a pena. Melhor ficar sentado no seu lugar ouvindo ipod + paciência (como o Luis faz) ou lendo a revista de bordo (como eu fiz) e tentando distrair da musiquinha chata do anuncio do Buquebus (irritante).
No desembarque, câmbio, e puxar malas. O hotel era bem pertinho, mas yo no aguentei e pegamos um taxi. Muito perto mesmo. O suite Catalinas é uma graça, quarto grande, cama grande, banheiro ajeitadinho, tem uma cama de apoio, adorei. E fica no Centro / Puerto Madero, perto de tudo.
Hoje saímos pra almoçar e seguimos uma matéria que saiu no caderno viagem do Globo há umas duas semanas: fomos pro outro lado do Rio da Prata, Madero Este, um bairro contruido no Porto e que vem sendo revilalizado e super valorizando. Ali só tinha fábricas e, graças a investidores que acreditaram e investiram no lugar, hoje é um bairro bacanérrimo e chique. Só tem arranha-céus e predios de vidros, espelhados, super modernos, com designers inovadores. E prédios comerciais e residenciais, minha gente. E quase ninguém pega a Ponte das Mulheres e vai pro lado de lá, infelizmente. Mas nós resolvemos ir almoçar no i fresh market (parente do i center market), um misto de café, lanchonete, restaurante, com lojinhas de coisinhas pra cozinha / casa que é a coisa mais linda que já vi! decoração impecável, muitas flores, tudo lindo demais. queria um desses do lado de casa, pra passar de vez em quando. pedimos um ojo de bife com papas fritas e beterraba (esqueci como fala em castelhano), escabeche de hongos (cogumelos) e queijo feta. pedi também um suco de berries, e ele uma Guiness. Assim, não é baratinho, mas sai um pouco mais em conta que lugar / comida equivalente no leblon, por exemplo. E depois descobrimos que o central (nós fomos no fresh) tem um menu com entrada/ prato principal (sobremesa?) mais em conta. Aliás, aqui é comum esse tipo de combo com preço único. E como Montevideo não é mais barato que Brasil apesar da moeda mais desvalorizada. Apenas algumas coisas saem mais em conta.
Depois fomos caminhar, pq o calçadão é uma delícia, e paramos no Starbucks (ai ai, coisas de Luis) pra tomar um fraputtino. Pedi um (chá) de frambuesa e ele um de vanilla con crema (chantilly). Depois ainda passamos por uma Havanna e rolou um havannet (branco pra mim e preto pra ele). Muito melhor que alfajor, pelamor!!!
Fomos no museu Coleccion de Arte Amalia Lacroze de Fortabat. O museu é um espetáculo de lindo e bem organizado. A fulana é uma perua rica portenha, e a coleção dela é algo de incrível. Babei. O museu também dá um show a parte, como ele é todo de vidro, o teto se abre e fecha de acordo com a posição do sol, protegendo as obras de arte.
De lá, andamos até em "casa", passamos na porta do Luna Park, um estádio de shows (que infelizmente não tem nada de bom pros próximos dias). Fomos também no mercado comprar bebidinhas locales, e, voi lá, estamos cá a descansar.

Luis do lado de lá (madero este) da ponte das mujeres...

o lindinho i fresh market 

dentro do restaurante

idem, idem


puerto madero este é uma graça!

yo!

o maior parque de buenos aires fica lá, parque mujeres argentinas

depois da chuva, o céu lindão

o rio da prata

a caminho de "casa"

aqui passa o trem!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

dormi, mas não babei. hehehehe

Anjo preto, aqui comemos uma outra parillada

Rio de la Plata, visto de algum lugar à beira rio em Colonia.

Em alguma das milhares (ok, dezenas) de ruas lindinhas de Colonia.

Uma vista do alto, quase no alto do Farol.  

Parece uma sala de estar, mas acreditem, é um café. E muito legal.